LEITORES DO JORGE HESSEN
Artigos, textos, e missivas enviadas ao Jorge Hessen.
10 de jan. de 2026
ARTIGOS ESPÍRITAS - JORGE HESSEN: Investigação de fraudes mediúnicas, liberdade de c...
7 de set. de 2020
Armas de fogo para quê? Somos pela paz
Armas de fogo para quê? Somos pela paz

Um encontro entre jovens, em um condomínio de luxo de Cuiabá, se tornou uma tragédia no dia 12 de julho de 2020. Naquela tarde, como fazia com frequência, Isabele Guimarães, de 14 anos, foi à casa das amigas. Horas depois, a jovem foi morta com um tiro no rosto. A autora do disparo Laura, também de 14 anos, relatou à polícia que atirou de modo acidental em Isabele.
A adolescente afirmou que se desequilibrou, enquanto segurava duas armas, e disparou. A família da Isabele não acredita nessa versão. Laura praticava tiro esportivo desde o fim de 2019. Ela participou de duas competições e venceu uma delas. (1)
Hoje em dia , adolescentes como Laura podem praticar tiro esportivo sem precisar de autorização judicial, graças ao decreto assinado pelo atual presidente do Brasil. A família de Laura, a homicida, integra uma categoria que tem crescido no país, sobretudo durante o atual governo brasileiro: os CACs, aqueles que se declaram colecionadores de armas, atiradores desportivos ou caçadores.
O caso nos fez rememorar o fatídico plebiscito ocorrido no Brasil há 15 anos sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições. A implicação de tal pleito culminou em não permitir que o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10826, de 23 de dezembro de 2003) entrasse em vigor. Lamentavelmente a maioria da população brasileira apoiou a comercialização de armas de fogo, quando detinha o poder de decidir pela pelo seu impedimento.
É flagrante que o resultado do plebiscito revelou a controvertida índole moral da maioria dos meus conterrâneos, contrariando naquela conjuntura um levantamento realizado pelo Instituto Brasmarket, a pedido do jornal Diário do Grande ABC, demonstrando que 81,6% da população da região do ABC de São Paulo estava contra a comercialização de arma.
É por essas e outras razões que o Espírito André Luiz nos aconselha “afastar-nos do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam. Pois o servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranquila, a fortaleza inatacável.”(2) É categoricamente falsa a segurança oferecida pelas armas no ambiente doméstico, por exemplo, considerando o potencial de alto risco do uso da arma “acidentalmente” , que podem causar efeitos danosos irreparáveis na vida familiar.
O elevadíssimo investimento de recursos econômicos em armamentos é completamente inútil e desnecessário. Por outro lado, o desarmamento geral será uma prática de eficiência administrativa sem prejuízo social algum, pois haverá desinteresse em conflitos internos e externos devido à possibilidade da convivência amigável em comunidade local ou global, implementado inclusive pela competitividade saudável no trabalho, mas com respeito ao semelhante.
As leis e a ordem impostas à sociedade como resposta à exigência coletiva são bem-vindas e necessárias, porém, melhor será quando todos souberem amar e fazer ao próximo o que desejaria que lhe fizessem, respeitando-lhe seus direitos, sobretudo o mais fundamental como o direito à vida.
Não obstante exista no Brasil milhares de centros espíritas, infelizmente ainda lideramos a lista mundial em casos de mortes produzidas com a utilização de armas de fogo. Apesar disso, cremos que nesse contexto o Espiritismo é e sempre será o instrumento por excelência decisivo na transformação pela pacificação social.
Referências bibliográficas:
(1) Disponível em https://br.noticias.yahoo.com/tiro-em-banheiro-e-amizade-002555064.html acesso 06/09/2020
(2) VIEIRA, Waldo. Conduta Espírita, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2003, cap. 18.
4 de set. de 2020
O choro como válvula de escape da aflição
O choro como válvula de escape da aflição
jorgehessen@gmail.com
Brasília - DF
O choro pode durar a noite inteira, mas de manhã vem a alegria. (1) Estudiosos afirmam que a função evolutiva do choro foi despertar empatia no semelhante e estimular o auxílio em momentos de necessidade. Na verdade, a histórica cooperação entre indivíduos foi e continua sendo essencial para a sobrevivência da espécie humana.
Sabe-se que o choro libera hormônios e neurotransmissores que aliviam a tristeza e a dor. Especialistas alegam que reprimir o choro significa abafar alguns sentimentos, tornando mais difícil lidar com eles. Em face disso, médicos e psicólogos recomendam chorar para liberar as emoções. O choro amiúde constitui o acesso nas essências mais profundas dos sentimentos. É quando não se domina a amargura e ela necessita ser vazada, exposta, nem que seja solitariamente.
As lágrimas são um mecanismo de defesa do organismo para liberar o stress e auxiliar no reequilíbrio das emoções. O choro alivia a angústia e pode nos levar a submersões mais intensas, quando oferecemos um sentido para as lágrimas, para aquela dor vivida no presente.
Todavia, são urgentes alguns alertas! O choro pode ser um episódio ligeiro de tristeza, mas também pode ser um transtorno psicológico depressivo. A tristeza é um estado emocional transitório e comum, uma reação psicológica circunstancial. Entretanto, a depressão, ao contrário da tristeza, não é algo efêmero. Uma pessoa deprimida padece de condição emocional crônica sob as chibatas da ansiedade mental prolongada.
Meditando a questão do choro, observamos que ele foi sublime em Jesus. Como registrou o evangelista afirmando que à frente de Lázaro “morto”, o Cristo chorou. O excelso Galileu “também chorou lamentando a incompreensão dos homens sentado em uma das grandes raízes de uma árvore no fundo do quintal da casa de Pedro".(2) Jesus chorou no Getsêmani, quando sozinho, todavia, em Jerusalém, sob o peso da cruz, rogou às mulheres generosas a cessação das lágrimas. Na alvorada da Ressurreição, questionou Madalena a razão do seu choro junto ao sepulcro.
Conta o Espírito Hilário Silva no livro “A Vida Escreve” uma metáfora em que Eurípedes Barsanulfo teria indagado ao Mestre: “Senhor, por que choras?”. Jesus não respondeu. O nobre filho de Sacramento reiterou: “Choras pelos descrentes do mundo?” E após um instante de atenção, Jesus respondeu em voz dulcíssima: “Não, meu filho, não sofro pelos descrentes aos quais devemos amor. Choro por todos os que conhecem o Evangelho, mas não o praticam”.(3)
Sabendo que o choro pode significar abrigo de alívio, consintamos que ele advenha, para benefício daquele que chora. Apenas expressemos compaixão. Abriguemos os que choram, dizendo-lhe frases do tipo: “Conte comigo”, “estou ao seu lado”, “compreendo e respeito sua agonia”, “confie e espere’, ‘tudo passa”, sempre sussurrando-lhe Jesus aos ouvidos: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” (4)
Referências bibliográficas:
1 Salmo 30:5
2 FRANCO, Divaldo. Primícias Do Reino Ditado pelo Espírito Amélia Rodrigues, Salvador: Editora, LEAL 2015
3 XAVIER, Francisco, VIEIRA, Waldo. A Vida Escreve, pelo Espírito Hilário Silva, ed. FEB, 1998
4 Mateus 5:4
12 de ago. de 2020
Em torno da sexualidade
Em torno da sexualidade
Jorge Hessen
Brasília - DF
A arremetida teórica sobre a sexualidade humana é profundamente complexa. A aberração da prática sexual, quando somente visa a satisfação egoística , imediata e desvairada, cede lugar a patologias graves que rebaixam o ser humano. Há espíritos que ainda não conseguiram superar as viciações sexuais que trazem do passado e que entorpecem a consciência. Há casos obsessivos gravíssimos, conquanto incomum, em que a mulher insaciável coaja (“estupre”) o homem na área sexual.
Perante as leis humanas e de civilidade é preciso manter a observância às normas e regras, que nos diferem dos seres irracionais. Ora, do ponto de vista biológico, a sexualidade é uma sublime seiva para manter a vida em padrões de estabilização e de encanto, proporcionando, quando o seu uso é ético e equilibrado, contentamento e completude nos relacionamentos. Somos impregnados desse potencial sexual e convocados a aprender a discipliná-lo.
A sexualidade não pode ser avaliada sob o prisma dos que a consideram impura e proibitiva, muito menos sob as impressões dos que anseiam algemá-la ao plano da banalidade como simples fricção de células causadoras de clímax orgástico. A sexualidade humana é de procedência divina e sua possante energia, que alastra naturalmente no ser, não deve ser tratada de forma insana, todavia urge ser disciplinada no sentido de atingir seu desígnio, como força fecunda e criadora, a fim de produzir o avanço espiritual do homem.
Quando um casal se ama, os parceiros se apetecem e se reverenciam. A vida e experiência sexual entre ambos é respeitosa e prazerosa. O amor entre os dois não está condicionado apenas à sexualidade, todavia vai muito mais além, incluindo amizade, companheirismo e cuidado pela satisfação de suas necessidades. Quando, porém, isso não ocorre e há a necessidade compulsiva de sexo de um ou ambos companheiros, esse casal não está em harmonia; encontra-se psicologicamente corrompido e não é feliz.
Naturalmente precisamos exercer a indulgência para com aqueles que são servos da sexolatria, compreendendo que cada ser é um ente divino em suas potencialidades de amor que eclodirão no futuro, até porque esses atrasos morais são particularidades do estágio de expiação e provas do homem terreno.
É urgente orar e orientar aqueles que nos solicitam auxílio, demostrando as implicações infelizes do sexo em desatino e conforme nos advertem os Benfeitores do além, diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, coloquemo-nos, em pensamento, no lugar dos desajustados, analisando as nossas tendências mais íntimas e, após verificarmos se estamos em condições de censurar alguém, escutemos no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
10 de ago. de 2020
Cuidemos do nosso habitat planetário
Cuidemos do nosso habitat planetário
Jorge Hessen
Brasília - DF
Inobstante não tenha sido esta a
primeira vez na história, certamente não será a derradeira, em que a vida da
população jaz ameaçada por devastadora pandemia. Há uma estreita analogia entre
ação humana no orbe e o advento de patologias pandêmicas, considerando a desrespeitosa
indiferença pelo habitat (meio ambiente).
O formato de perseguir riqueza e poder
sem se importar com as consequências, levou o planeta "à beira do
abismo". É urgente revigorarmos o orbe no campo da responsabilidade individual,
desacelerando o bestial consumismo, onde se tem priorizado mais o ter (transitório)
do que o ser (permanente). É mister ajuizarmos que o planeta é compartilhado e
cada um tem que fazer a sua parte para mantê-lo em boas condições de
habitabilidade.
Cada governante deve adotar políticas
para o bem comum. Os empresários podem coadunar a busca natural pelo lucro com
a justiça social. Dá para pensar em distribuir esses ganhos entre os que movem
a organização, que são as pessoas. É preciso buscar um acordo, uma boa
convivência planetária. Um conglomerado de líderes e governantes nacionais que
se reúnam pelo bem do planeta, deixando de priorizar somente o lucro e o poder
para o reinado do materialismo.
O planeta está
seriamente enfermo, jaz em avançado e abatido estágio de imoralidades, por isso
é necessária a intervenção da Providência Divina para que a ruína moral não
avassale mais intensamente a harmonia do todo reinante perante a beleza
natural.
O
ecossistema, como um todo, tem trabalhado com hercúleo esforço para se
desatrelar do guante deletério daqueles que abusam dos recursos naturais. Os
laboratórios donde deveriam nascer os recursos para o bem estar e saúde da
população têm sido núcleos calamitosos de manejos técnicos para desenvolvimento
de mortíferas substâncias biológicas em nome da guerra.
Allan Kardec, nos trouxe oportunas reflexões,
através dos espíritos, sobre as relações entre os seres vivos e o habitat e o
quanto um depende do outro. O homem começa a perceber, hoje, em face dos
alardes sobre o avanço da degradação do planeta, que não há como haver uma
produção ilimitada deles na biosfera, que é finita e limitada.
Em uma sociedade de consumo, como a
nossa, nenhum de nós se contenta apenas com o necessário. Cada um de nós é
responsável por tudo isso que está aí. O meio ambiente somos nós, o meio que
nos cerca e as relações que estabelecemos com ele. A boa convivência planetária
transcende ao gueto da fauna, flora e preservação. É muito mais que isso.
Na verdade, quando o planeta adoece,
nosso projeto evolutivo fica comprometido. Não é possível esperar a chegada do
mundo de regeneração indiferentes à tanta degradação. Pelos mecanismos da
reencarnação, se ainda quisermos encontrar aqui estoques razoáveis de água potável,
ar puro, terra fértil, menos lixo e um clima estável, sem os flagelos previstos
pela queima crescente de petróleo, gás e carvão que agravam o efeito estufa,
deveremos agir agora, sem perda de tempo.
Cremos
que após a atual pandemia, advirão outros paradigmas comportamentais da
humanidade, considerando que as novas gerações que estão chegando têm o firme
compromisso de estabilizar o equilíbrio na dinâmica da vida planetária, considerando
o momento de regeneração.
25 de jul. de 2020
Preconceitos alienantes
3 de jul. de 2020
Joana D’Arc, um ícone francês
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| Joana D'Arc |








