BLOG E SITES

  • LEITORES
  • 26 de ago de 2016

    A PRECE ALTERA OS DESÍGNIOS DE DEUS ? (Jorge Hessen)

    Jorge Hessen
    Brasília/DF

    Recorda Kardec que a prece é recomendada por todos os Espíritos. Renunciar a ela é ignorar a bondade de Deus; é rejeitar para si mesmo a sua assistência; e para os outros, o bem que se poderia fazer. [1] O Cristo instruiu: “por isso vos digo: todas as coisas que vós pedirdes orando, crede que as haveis de ter, e que assim vos sucederão.” [2]

    A prece se reveste de características especiais, pois a par da medicação ordinária, elaborada pela Ciência, o magnetismo nos dá a conhecer o poder da ação fluídica e o Espiritismo nos revela outra força poderosa na mediunidade curativa e a influência da oração. O Codificador, ao emitir seus comentários na questão 662 de O Livro dos Espíritos, afirma que “o pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da nossa esfera corporal. A rigor, a eletricidade é energia dinâmica; o magnetismo é energia estática; o pensamento é força eletromagnética.” [3]

    A imprensa tem noticiado que médicos e instituições hospitalares do mundo contemporâneo já incluem nas suas rotinas, de maneira sistemática e definitiva, a prática de estimular os pacientes quanto a fortalecer a esperança, o otimismo, o bom humor e a espiritualidade (religiosidade), os pensamentos como recursos imprescindíveis no combate às doenças. Esses procedimentos funcionam como remédios para a alma, obviamente, com repercussões benéficas para o corpo físico. Isso tem sido observado, sobretudo, em centros de tratamento de doenças graves, como câncer e patologias que exigem do enfermo uma força sobre-humana.

    Em 2012, o The Huffington Post informou que Andrew Newberg, diretor de pesquisa no Hospital de Thomas Jefferson e Medical College, na Pensilvânia, realizou um estudo em que scanners de cérebro de ressonância magnética confirmou as formas em que a oração e meditação afetam o cérebro humano. Sua pesquisa mostrou que quando uma pessoa é dedicada à oração, há um aumento da atividade nos lobos frontais e a área da linguagem do cérebro, conhecida para se tornar ativo durante a conversa. [4] Segundo Newberg a cura física pode ocorrer como resultado do poder da oração. 

    O estudo foi realizado participantes contendo corante radioativo inofensivo injetado enquanto eles estavam em profunda oração ou meditação. Corante emigrou para diferentes partes do cérebro em que o fluxo de sangue era o mais forte. Newberg chegou à conclusão de que, independentemente da religião, a oração cria uma experiência neurológica entre pessoas. [5] Eis aqui uma questão interessante para o tema ou seja a prece coletiva.

    Será que a oração coletiva é mais poderosa? Sim! Se todos os que a fazem se associam de coração num mesmo pensamento e têm a mesma finalidade, porque então é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. “Mas que importaria estarem reunidos em grande número, se cada qual agisse isoladamente e por sua própria conta? Cem pessoas reunidas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma aspiração comum, orarão como verdadeiros irmãos em Deus, e sua prece terá mais força do que a daquelas cem.” [6]

    O pensamento é dínamo condutor da vida física para a vida espiritual, pois nos permite estabelecer um relacionamento positivo com os espíritos que participam das atividades curadoras. Por outro lado, o pensamento também estabelece ligação a espíritos cuja presença pode ser prejudicial à nossa cura. Toda moeda tem dois lados e as leis da natureza são estradas de mão dupla. A mente é fonte de energia curativa ou de energia destruidora.

    A prece sincera é, sem dúvida, um dos meios pelos quais a cura de um mal pode ser alcançada. Destarte, cremos que o assunto sobre a oração deveria ser tema de constante reflexão nos centros espíritas. Através dos estudos sérios são afastadas as considerações fantasiosas, puramente místicas, que impedem alcançar a sua essência e importância.

    É comum surgirem aqueles que contestam a eficácia da prece, alegando que, pelo fato de Deus conhecer as necessidades humanas, torna-se dispensável o ato de orar, pois sendo o Universo regido por leis sábias e eternas, as súplicas jamais poderão alterar os desígnios do Criador. Sim, mas é através de um processo de modificação comportamental que o doente ganha forças para neutralizar a doença. 

    O Espiritismo busca convencer o enfermo a reorientar seu comportamento mental pela fé raciocinada, sugerindo a oração que se potencializa na ética das atitudes de caridade, da qual deve resultar um modo particular de motivação para uma vida saudável e engrandecida muito acima dos dissabores e seduções do mundo material. 

    Oremos, pois e sempre!

    Referências bibliográficas:

    [1] Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro: Ed. FEB 1990, cap 27

    [2] Mc, XI: 24)

    [3] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1994, questão 662

    [4] Disponível, em http://healthylivingathome.club/2016/06/30/ciencia-revela-que-a-oracao-tem-efeitos-curativos-contra-doencas/

    Acessado em 25/08/2016

    [5] Disponível, em http://healthylivingathome.club/2016/06/30/ciencia-revela-que-a-oracao-tem-efeitos-curativos-contra-doencas/

    Acessado em 25/08/2016

    [6] Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro: Ed. FEB 1990, cap 27



    24 de ago de 2016

    INCESTO E SEXUALIDADE DIANTE DOS MITOS E A REALIDADE (Jorge Hessen)



    Jorge Hessen 

    Brasília/DF 

    Conta a mitologia grega que Jocasta foi filha de Menocenes e mulher de Laio, rei de Tebas, com quem teve um filho, Édipo. Pela previsão do oráculo, Édipo quando crescesse seria um perigo para a vida de Laio. Abandonado, Édipo foi deixado pelo pai numa floresta para morrer. Sendo salvo por um pastor, acaba por cumprir o que lhe estava destinado. Já adulto, numa viagem, mata Laio, o seu pai, e desposa Jocasta, a sua mãe, sem, no entanto, saber de quem se tratam. Quando da consulta do oráculo, por ocasião de uma peste, Jocasta e Édipo descobrem que são mãe e filho. Ela suicida-se e ele fura os próprios olhos por ter estado cego e não ter reconhecido a própria mãe. Édipo e Jocasta tiveram 4 filhos, Antígona, Ismênia, Etéocles e Polinice. 

    Ao ensejo, reproduzo aqui uma real e delirante história anunciada pelo jornal inglês Daily Mail e que vem provocando controvérsia na mídia internacional por tocar no assunto muito penoso: o incesto [1]. No caso específico, uma autêntica história de “amor” proibido entre Monica Mares, uma mãe de 36 anos e Caleb Paterson, seu filho que ela ofereceu para adoção quando bebê e só tornou a ver recentemente, após 18 anos. 

    Monica Mares e Caleb Paterson, podem pegar pena de 18 meses de prisão se forem condenados por prática de incesto em julgamento no Novo México (Estados Unidos). Ambos afirmaram que brigarão pelo direito de manter o relacionamento e que “arriscarão tudo” por esse objetivo. Monica afiançou ao jornal que Caleb é o amor da sua vida e não quer perdê-lo. Proferiu que nada pode separá-los e que se for presa, cumprirá a pena e, ao sair da prisão, vai mudar-se para um estado que aceite a união. [2] 

    Monica reviu o filho, após a doação, quando ele tinha 18 anos, foi no dia de Natal de 2014, logo após trocarem mensagens pelo Facebook. Depressa, eles se apaixonaram e tiveram contatos íntimos. Os dois passaram a viver juntos e hoje um dos filhos pequenos de Monica chama Caleb de pai. Recentemente a polícia foi chamada quando uma pessoa, após uma briga de vizinhos, decidiu denunciá-los. 

    Eles foram acusados de incesto, soltos após pagamento de fiança e aguardam julgamento. Segundo os advogados do “casal”, o resultado do caso, se for favorável pode abrir um precedente legal nos Estados Unidos. O casal afirmou que, se preciso, pretende recorrer à Suprema Corte americana para ficar juntos. [3]Em alguns países, mormente os islâmicos, a pena de morte é prescrita para os casos de incesto. 

    A aberração da prática sexual, quando somente visa a satisfação egoística , imediata e desvairada, cede lugar a patologias graves como a pedofilia, o incesto, o masoquismo, o sadismo, a necrofilia, a prostituição, a pederastia e a outras anomalias psicológicas e psiquiátricas que rebaixam o ser humano. 

    A obscuridade da consciência medieval e as torturas íntimas camufladas de muitos teólogos mediévicos apontaram que a sexualidade se tratava de uma função “impura”, “suja” e “repreensível”, como se Deus houvesse escolhido um meio funesto para a reprodução da vida na Terra. Atualmente muitos seres humanos sofrem diversos tipos de aflições morais, amiúde derivadas da má condução da sexualidade e dos antigos temores que deram lugar a mitos ,ignorância e fobias. Em face disso, merece que seja examinada a nobreza da prática sexual , porquanto ela a matriz da continuidade da vida biológica. 

    Historicamente o incesto e a endogamia não se restringiram às tradicionais monarquias europeias. Exemplos são encontrados no Egito antigo, onde havia casamentos entre irmãos. No Pamir era normal o faraó casar-se com suas irmãs para manter o poder entre eles. Cleópatra casou-se com dois irmãos consanguíneos. Em Roma, ocorriam enlaces entre primos, caso de Nero e Claudia Octavia. O imperador Calígula era amante das suas 3 irmãs. Há indícios de que os incas na América do Sul também casavam irmãos e irmãs 

    Naturalmente perante as leis humanas e de civilidade é preciso manter a observância às normas e regras, que nos diferem dos seres irracionais. Ora, do ponto de vista biológico, a sexualidade é uma sublime seiva para manter a vida em padrões de estabilização e de encanto, proporcionando, quando o seu uso é ético e equilibrado, contentamento e completude nos relacionamentos. 

    Doutrinariamente discorrendo sobre o assunto recordemos que há espíritos que ainda não conseguiram superar as viciações sexuais do passado que entorpecem a consciência. Há os casos obsessivos gravíssimos. Citamos aqui o caso do personagem Cláudio narrado por André Luiz no livro Sexo e Destino. [4] Cláudio concretizou uma relação incestuosa com a própria filha Marita, recebendo influência direta dos obsessores. 

    Observemos que pela lei da pluralidade das existências muitos pais e filhos, irmãs e irmãos, primos e primas, os tios e tias, etc., etc., etc., podem ter sido “amantes” nas vidas passadas. Alguns não superaram essa experiência e, sendo assim, não conseguem ainda modificar a posição psíquica e emocional que ocupam na atual existência. Por vezes culminam por praticarem o vil incesto que representa invariavelmente um arrepiador estacionamento moral do espírito reencarnado. 

    Conta Emmanuel que no fundo da personalidade paterna ou do maternal coração, “descansam os remanescentes de grandes afeições, às vezes desequilibradas e menos felizes, trazidos de outras estâncias, nos domínios da reencarnação. A libido ou o instinto sexual na forma de energia psíquica, tendente à conservação da vida, permanece. 

    Os pequeninos, porém, recém-vindos da amnésia natural que a reencarnação lhes impõe, não conseguem esconder as próprias disposições no campo das preferências. E surgem neles, de inopino quase sempre, as inclinações descontroladas, nos caprichos com que se mostram, exigindo especial atenção de pai ou mãe a revelarem, de modo claro para que rumo se lhes dirigem os laços mais fortes. 

    Geralmente, com muitas exceções, aliás, as filhas se voltam para os pais e os filhos para as mães, patenteando a natureza das ligações havidas em existências passadas e prenunciando a obra de desvinculação [ante a lei da natureza] que se executará, inevitável, no futuro próximo. [5] 

    Deus não extermina as paixões dos homens, mas fá-las evoluir, convertendo-as pela dor em sagrados patrimônios da alma, competindo às criaturas dominar o coração, guiar os impulsos, orientar as tendências, na evolução sublime dos seus sentimentos. 

    Recorramos às reflexões do nobre Espírito Emmanuel - "diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, coloquemo-nos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as nossas tendências mais íntimas e, após verificarmos se estamos em condições de censurar alguém, escutemos no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". [6] 

    Notas e referências bibliográficas: 

    [1] Comunhão sexual entre pessoas consanguíneas ou afins nos graus interditos pela ética cristã 
    [2] Incesto é considerado crime em cinquenta estados americanos, mas a pena varia de lugar a lugar. 
    [3] Disponível em http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/m%C3%A3e-e-filho-enfrentam-a-justi%C3%A7a-com-hist%C3%B3ria-de-amor-proibido-que-provoca-pol%C3%AAmica-na-web/ar-BBvs3fR?li=AAggNbi&ocid=mailsignoutmd acessado em 20/08/2016 
    [4] Xavier, Francisco Cândido. Sexo e Destino, ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed. FEB, 1999 
    [5] Xavier, Francisco Cândido. Vida e sexo, Cap. 15, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000 
    [6] Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001

    19 de ago de 2016

    BULLYING UMA PESTE PSICOSSOCIAL Jorge Hessen

    Jorge Hessen
    Brasília-DF

    O Colégio Holy Angels Catholic Academy, em Nova York, Estados Unidos não tomou nenhuma providência contra o bullying [1] que Daniel Fitzpatrick, um aluno de 13 anos, estava sofrendo. Resultado! Daniel acabou se suicidando. Deixou uma carta de despedida e dentre outros bramidos de dor moral escreveu: "Eu desisto"! Disse ainda que os seus colegas da escola o atormentavam há muito tempo e a direção do colégio não fazia nada a respeito, mesmo após ele e os seus pais terem feito uma reclamação formal. A resposta do Holy Angels teria sido "Calma tudo vai ficar bem. É só uma fase, vai passar".[2]

    O pai de Daniel Fitzpatrick resolveu não esconder a tragédia pessoal do seu filho, inclusive a carta de suicídio e a sua foto, justamente para que casos assim não voltem a acontecer. Disse o pai que nenhuma criança deveria passar pelo que o seu filho passou. A mãe de Daniel revelou que as crianças o xingavam de diversos nomes dentro da sala de aula e também atiravam coisas contra ele. Ao longo do tempo, isso foi o deixando cada vez mais triste e frustrado. 

    Antes que alguém questione o motivo dos pais não terem transferido Daniel do colégio, fica óbvio que culpá-los pela situação é tão cruel quanto o bullying sofrido por Daniel. O que precisa mudar é a maneira e seriedade com que encaramos este assunto. Deve-se ensinar desde cedo, seja dentro de casa ou da sala de aula, que oprimir e ofender as pessoas é errado. Quando vemos alguém fazendo isso, seja uma criança ou adulto, é o nosso dever intervir. [3]

    Infelizmente, casos assim podem acontecer em qualquer lugar do mundo, porém, ainda são pouco divulgados. Outro caso recente foi o da jovem Britney Mazzoncini, de 16 anos, de Glasgow, na Escócia que decidiu tirar a própria vida após sofrer bullying de perfis falsos no Facebook. Mazzoncini, tinha depressão, que foi piorada pelos traumas que os agressores deixaram. Antes de se suicidar, ela deixou mensagens na rede social reclamando das ofensas. "As palavras podem sim machucar as pessoas, e elas precisam perceber isso antes que seja tarde demais". A avó, Agnes Mackenzie, disse ao jornal The Sun ter certeza de que o bullying na internet foi um dos principais fatores para a Britney ter se suicidado. Agnes explicou ainda que a família não tinha conhecimento de que a garota sofria bullying, contou. [4] 

    Como esquecermos a chacina de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, em que meninos e meninas ficaram irmanados num trágico destino. Suas vidas foram prematuramente ceifadas num episódio de insonhável bestialidade. Jornais, redes de TV, revistas, rádios e Internet noticiaram o crime horroroso ocorrido na Escola Municipal Tasso da Silveira. É um episódio para cujas causas não há como permanecermos estáticos na busca de entendimento.

    O assassino Wellington Menezes de Oliveira, embora com a mente arruinada e razão obliterada, fez sua opção de atirar contra jovens estudantes. Na fita gravada, Wellington alegou ter sofrido bullying, anos antes, na mesma escola; porém, poderia ter superado o trauma de antanho. Ainda que admitamos sua provável subjugação por mentes perversas do além, a responsabilidade da decisão recai integralmente sobre ele.

    O bullying, que tem sido discutido com pujantes cores por especialistas das áreas do direito, da psicologia, da medicina, da sociologia, da pedagogia e outras. A prática de bullying começou a ser pesquisada há cerca de alguns anos na Europa, quando descobriram que essa forma de violência estava por trás de muitas tentativas de homicídio e suicídio de adolescentes.

    O fenômeno é uma epidemia psicossocial e pode ter consequências graves. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo, pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Crianças e adolescentes que sofrem humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem ter queda do rendimento escolar, somatizar o sofrimento em doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Tem sido responsável pelos altos índices de evasão e repetência escolar uma vez que o aluno não vê a escola como local de aprendizado, mas como um ambiente hostil.

    Não há dúvida que atualmente há muitos espíritos em estágios bem primários reencarnados na Terra. Por isso os pais devem ter cuidado redobrado com a disciplina dos próprios filhos, reforçando na intimidade doméstica os exemplos de moralidade. Pais, avós e professores formam os grupos encarregados da educação. Não se pode permitir que esses espíritos espiritualmente infantilizados reencarnados sejam entregues simplesmente às mãos de funcionários despreparados, ou sob a estranha tutela da televisão, das redes sociais da Internet e de violentos jogos eletrônicos.

    Urge estabelecer limites aos nossos filhos. Desde os primeiros anos, devemos ensiná-los a fugir do abismo da liberdade, controlando lhe as atitudes e concentrando-lhe as posições mentais, pois que essa é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida. 

    É óbvio que há pais que enfrentam o dilema da educação dos filhos rebeldes e “incorrigíveis”, impermeáveis a todos os processos educativos. Nesses casos (filhos incorrigíveis) os pais, amando e orientando sem desânimos e descontinuidades da dedicação e do sacrifício, devem esperar a manifestação da Providência Divina para o entalhe moral dos filhos incorrigíveis, compreendendo que essa modelagem moral deve chegar através de dores e de provas acerbas, de modo a semear-lhes, com êxito, o campo da compreensão, do sentimento e do respeito ao próximo.

    Mãos à obra, oremos e banquemos a nossa parte!!

    Referências:

    [1] O termo bullying é derivado do verbo inglês bully, que significa usar a superioridade física para intimidar alguém. Também adota aspecto de adjetivo, referindo-se a “valentão” e "pit bull". As vítimas são os indivíduos considerados mais fracos e frágeis dessa relação, transformados em objeto de diversão e prazer por meio de “chacotas” maldosas e intimidadoras. É considerada uma questão de saúde pública e de segurança social.


    [3] idem

    15 de ago de 2016

    O MEDALHISTA DE “OURO” DA INVEJA (Jorge Hessen)


    Vanderlei Cordeiro de Lima rumo à pira olímpica 

    Jorge Hessen
    Brasília-DF

    Em face do histórico colapso econômico e político brasileiro, creio que esta não tenha sido a melhor ocasião para a realização dos Jogos Olímpicos no Brasil. Reconheço que a festa da abertura foi espetaculosa, talvez uma das mais “coloridas”. Mas quero meditar um pouco sobre o fantasma da inveja de um olímpico (parece que não tem nada a ver) porém, vejamos abaixo. 

    Há 12 anos a saga do maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que liderava , à época, a maratona da Olimpíada da Atenas em 2004, quando a 6 quilômetros da chegada, Cornelius Horan, um ex-padre irlandês, ultrapassou as faixas de segurança e agarrou-o conduzindo o atleta para a lateral da pista. Atordoado, Vanderlei conseguiu se recuperar e terminar a corrida, mas por causa dessa interrupção, em vez do plausível “ouro” naquele dia no pódio recebeu a medalha de bronze. Logicamente o imprevisto episódio ganhou destaque em todos os meios de comunicação da Terra.

    Doze anos transcorridos e Vanderlei mais uma vez protagonizou um momento apoteótico quando foi o encarregado de acender a pira da primeira olimpíada realizada no Rio de Janeiro. Foi um sentimento de júbilo que o país reconheceu, demonstrando que a escolha desse protagonismo de Vanderlei não foi injusta. No entanto, avesso a esse momento apoteótico, Stefano Baldini, o vencedor da maratona da Olimpíada da Atenas em 2004, afirmou que aquela homenagem não devolveria a Cordeiro de Lima a suposta glória (medalha de ouro) roubada. Para Stefano o brasileiro não iria ganhar a maratona de 2004, porque ele (Stefano) e Mebrahtom Keflezighi iriam alcançá-lo e Lima teria ficado com o “bronze” da mesma forma. 

    Não é de hoje que Baldini tem afirmado que Vanderlei deve se contentar com o bronze. Sob o abalo da inveja Baldini tem dito que Cordeiro de Lima deveria agradecer à fatalidade de ter encontrado no seu caminho Cornelius Horan [o ex-padre lunático irlandês] , porque caso contrário, afirma Baldini – “ninguém se lembraria dele (Cordeiro de Lima)”. Entretanto, há exatos dois anos o maratonista brasileiro respondeu elegantemente a Stefano como notaremos adiante. 

    No dia 08 de agosto, em matéria sobre o episódio supramencionado, o jornal El País tratou a reação do ex-atleta italiano [Stefano Baldini] como… inveja. Pura e simplesmente inveja. “A história poderia ser contada não como uma parábola do espírito olímpico, (…) mas como uma alegoria da inveja”, escreveu o jornal espanhol. No dia 28 de agosto de 2014, Vanderlei Cordeiro de Lima comentou sobre quem teria ganho a prova de Atenas se o incidente não tivesse acontecido: Disse o brasileiro que “o impacto físico e psicológico do que ocorreu foi muito grande. Em situação normal, eu poderia não ganhar o ouro, mas a disputa iria para a final da prova, com certeza. Eu jamais vou dizer que seria o campeão. Não vou usar de um palavreado que o próprio Baldini adotou e foi infeliz. Jamais vou subestimar os demais adversários, ainda mais se tratando de uma situação que não aconteceu”. 

    Constata-se no testemunho do medalhista de ouro (Stefano), um depoimento desairoso, uma combinação de lamúrias invejosas e carência de ética esportiva, totalmente oposta aos valores olímpicos. Em verdade, doze anos após o incidente de Atenas, Vanderlei Cordeiro de Lima, humildemente se mantém à frente dos que querem impedi-lo de chegar em primeiro. [1] 

    Nos dias que seguirão normalmente após as Olimpíadas do Rio, poderemos ansiar pelas excelsas competições da humildade, da fraternidade entre os povos, da indulgência, da beneficência, socorrendo-nos mutuamente, a fim de que a inveja, o despeito, a maldade, o ciúme, a miséria moral de qualquer casta fuja humilhada, cedendo lugar ao ingente desempenho do afeto, do respeito, do amor segundo o Messias de Nazaré o viveu e nos instruiu. 

    A lição nos induz a refletir que poderemos estabelecer em nós mesmos o treinamento preparatório para o vínculo respeitoso, fraterno, solidário, dando início às futuras Olimpíadas do Evangelho cujo escopo do amor ao próximo será consagrada nas arenas do Orbe inteiro. 

    Referência:


    11 de ago de 2016

    ENTREVISTA COM JORGE HESSEN

    ENTREVISTA COM JORGE HESSEN
    Blogando com os Espíritos, de Agnaldo Cardoso http://blogandocomosespiritos.blogspot.com.br/p/entrevistas.html

    Jorge Hessen


    Biografia

    Jorge Hessen, nascido no Rio de Janeiro a 18/08/1951, aposentado do INMETRO, residente em Brasília desde 1972. Formado em Estudos Sociais com ênfase em Geografia, Bacharel e Licenciado em História pela Universidade de Brasília- Unb.
    Fundador do Posto de Assistência Espírita (DF), jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros “Luz na Mente”, “Praeiro, um Peregrino nas Terras do Pantanal”, “Anuário Histórico Espírita 2002”( uma coletânea de diversos autores e trabalhos históricos de todo o Brasil, coordenado pelo Centro de Documentação Histórica da União das Sociedades Espíritas de São Paulo – USE ). Autor de 17 livros eletrônicos (E books), todos traduzidos para o espanhol, dois traduzidos para o francês e um traduzido para o inglês  (todos publicados pelo portal Autores Espíritas Clássicos), conforme o link:
    Articulista com textos publicados na Revista Reformador da FEB, O Espírita de Brasília, O Médium de Juiz de Fora, Brasília Espírita, Mato Grosso Espírita, Jornal União da Federação Espírita do DF. Artigos publicados na Revista eletrônica O Consolador, no Jornal O Rebate, Jornal A cidade, Portal Para ler e pensar, site da Federação Espírita Espanhola, site Garanhuns espírita e outros…


    A Entrevista

    Agnaldo: Como e por que você ingressou na Doutrina Espírita?

    Jorge Hessen: Embarquei no universo espírita impulsionado por incontida investigação da Verdade. Recordo que quando muito jovem nas décadas de 1960 e começo de 1970 frequentava as hostes católicas, os terreiros de umbanda e as igrejas evangélicas, até que em meados de 1970,  quando conheci Eleusa, minha esposa,  e através dela fui convidado a estudar os livros de Allan Kardec, desde então transcursaram  4 décadas de incondicional fidelidade ao Codificador e isso me ajusta ao ritmo de vasto conforto espiritual.

    Agnaldo: O que lhe mais lhe impressionou/apaixonou na Doutrina Espírita?

    Jorge Hessen: Desde a primeira hora, fiquei maravilhado em face da cautela, o bom senso, a habilidade de síntese e o acervo cultural de Allan Kardec. Procurei conhecer a biografia do professor Rivail. Percebi que estava diante de um gênio. O filho de Lyon  se submeteu, sempre de forma racional e corajosa, sem esmorecimento o processo de  coletânea e sistematização das verdades reveladas pelos Espíritos. Seu labor se consubstanciou na Terceira Revelação e obviamente isso foi fundamental para inspirar a minha paixão pelo Espiritismo.

    Agnaldo: Qual a principal mensagem espírita?

    Jorge Hessen: O Espiritismo é o Consolador Prometido que desvenda conceitos surpreendentes sobre Deus, o Universo, os homens, a natureza e comunicação dos “mortos” com os “vivos”, a pluralidade dos mundos habitados, a reencarnação e as leis naturais que regem a vida. A Terceira Revelação acena-nos ainda com o soberano apelo para compreendermos e refletir sobre o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.

    Agnaldo: Durante seu tempo como espírita, certamente você teve alegrias e momentos menos felizes. Você poderia nos contar alguns desses momentos que lhe marcaram como espírita?

    Jorge Hessen: Para ser franco, asseguro-lhe que após a minha aceitação e conversão aos preceitos do Espiritismo, pacifiquei o coração e expandi a consciência cristã. Deste modo, invariavelmente os meus momentos expiatórios e ou provacionais têm sido consagrados às profundas reflexões para o autoconhecimento.
    Nesse penoso trajeto, na realidade, muitas vezes topo com as naturais lágrimas resultante da ignorância e brutalidade do homem moderno; doutras ocasiões descubro em mim mesmo o entusiasmo da alegria em razão dos repletos exemplos de amor, humildade e abnegação que identificamos  aqui e além no coração do próximo.

    Agnaldo: Para você, o que é Espiritismo?

    Jorge Hessen:  Creio que a fé sólida é aquela que pode encarar a razão, face a face em qualquer época da história, consoante disse Kardec, desta forma o Espiritismo se apoia nos três pilares doutrinários, a saber:  ciência, filosofia e religião. Ciência porque se consubstancia num conjunto reunido de informações concernentes a certas classes de eventos ou fenômenos transcendes avaliados experimentalmente, relacionados e descritos por Kardec e outros pesquisadores de renome, representado principalmente pelas obras básicas.
    É Filosofia sem tanger necessariamente o contexto filosófico tradicional (materialista), embora de cunho evolucionista e metafísico, pontua a necessidade de o homem ir em busca de seu autoburilamento, estimulando-o à averiguação de respostas às questões magnas da Humanidade: sua natureza, sua origem e destinação, seu papel perante a Vida e o Universo tendo como bandeira o axioma: “nascer, viver, morrer e renascer de novo, progredindo sempre, tal é a lei. ”
    É, por fim e sobretudo  Religião, porque propõe unir os povos em um ideal de fraternidade, preconizado pelo Evangelho de Jesus, permitido, dessa forma, que o homem se encontre com o próprio Criador, tendo como bandeira o lema:  “fora da caridade não há salvação.”

    Agnaldo: O Espiritismo é uma Religião?

    Jorge Hessen: Sem dúvida,  o Espiritismo é a RELIGÃO, embora saiba que não há  consenso entre os espíritas sobre esse tema. O Codificador  afirma que o Espiritismo é, ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que emanam essas mesmas relações.
    Kardec ainda assegura que do ponto de vista religioso o Espiritismo tem por base as verdades fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma, a imortalidade, as penas e as recompensas futuras, sendo, porém, independente de qualquer culto em particular.
    Kardec ainda esclarece que Espiritismo é religião no Discurso de Abertura da Sessão Anual Comemorativa do dia dos Mortos (Sociedade de Paris, 1º de novembro de 1868), em que pronuncia:
    Se é assim, perguntarão, então o Espiritismo é uma religião? Ora, sim, sem dúvida, senhores! No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos vangloriamos por isto, porque é a Doutrina que funda os vínculos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre bases mais sólidas: as próprias leis da Natureza.
    É a RELIGIÃO, conforme comento na questão anterior, porque propõe unir os povos em um ideal de fraternidade, preconizado pelo Evangelho de Jesus, permitido, dessa forma, que o homem se encontre com o próprio Criador, tendo como bandeira o lema:  “fora da caridade não há salvação.”

    Agnaldo: Allan Kardec recomendava a atualização periódica dos ensinamentos espíritas, em face do avanço da ciência. Como pôr em prática tal recomendação?

    Jorge Hessen: Fundamentalmente é importante ressaltarmos que o Espiritismo não tem incondicional necessidade da ciência terrena, pois como nos adverte Emmanuel na primeira questão da obra O Consolador: “Essa necessidade de modo algum pode ser absoluta. O concurso científico é sempre útil, quando oriundo da consciência esclarecida e da sinceridade do coração. Importa considerar, todavia, que a ciência do mundo se não deseja continuar no papel de comparsa da tirania e da destruição, tem absoluta necessidade do Espiritismo, cuja finalidade divina é a iluminação dos sentimentos, na sagrada melhoria das características morais do homem.”  Eis aí o meu pensamento.

    Agnaldo: O fanatismo religioso atinge seriamente quase todas as religiões e, infelizmente, parece que não é diferente no meio espírita. Qual é a sua mensagem àqueles que incorrem nesse erro?

    Jorge Hessen: O espírita sincero precisa compenetrar-se da oportunidade, no tempo e no ambiente, com relação aos assuntos doutrinários no seu tríplice aspecto, porquanto, qualquer inconsideração nesse particular, pode conduzir a fanatismo abominável, sem nenhum caráter construtivo.
    Herculano Pires já advertia sobre o igrejismo que assolava as hostes espíritas. No meu ponto de vista, o drama tem seu nascedouro na Federação Espírita Brasileira, que ainda cultiva a postura vaticanista, mantendo no Estatuto o Parágrafo único , item III , Art. 1º  que “além das obras básicas a que se refere o inciso I, o estudo e a difusão compreenderão, também, a obra de J.-B. Roustaing e outras subsidiárias e complementares da Doutrina Espírita.
    Desta forma,  a consagração das obras de Roustaing na FEB tem pervertido a racionalidade espírita no Brasil. E comprovadamente desconheço espíritas  mais fanáticos do que os roustanguistas. Pelo exposto, entendo que no Brasil seja imprescindível a criação URGENTE de uma Confederação Espírita, a fim de unir concreta e racionalmente os corações dos espíritas em torno do eminente Kardec, considerando sempre o Espiritismo em seu tríplice aspecto. Para esse desígnio compete aos atuais jovens espíritas e as lideranças contemporâneas se movimentarem a fim de concretizarem tal projeto.

    Agnaldo: Você acha que a expansão do Espiritismo pelo mundo, deveria ser mais rápida? Você acha que os espíritas deveriam ser menos acomodados? Se assim for, como agilizar esta expansão?

    Jorge Hessen: Não deve ser apressada a expansão e a propaganda espírita. Não há necessidade imediata. A organização do Espiritismo está nas mãos de Jesus, antes de qualquer esforço incerto e volúvel de nossa parte. É imprescindível estudarmos e aplicarmos os ensinamentos do Mestre à luz do Espiritismo, pois nossa tarefa maior deve ser da própria iluminação através de uma fé racional , inabalável e serena.
    Enfatizo que os espíritas devem pensar em alto grau sobre a auto iluminação, antes de qualquer manifesto de querer converter os outros. Jesus  não teve a preocupação de converter ao Evangelho os que o seguiam. O Espiritismo não deve nutrir a pretensão de disputar um lugar na propaganda de massa, até porque  a sua missão há de cumprir-se junto das almas simples, nos legítimos fundamentos do Evangelho.
    Ademais, devemos oferecer aos serviços da propaganda doutrinária a cota de tempo de que possamos dispor, entre os trabalhos diário do ganha pão e o cumprimento dos deveres familiares. Para Emmanuel,  a execução dessas obrigações é sagrada e urge não cair no declive das situações parasitárias, ou do fanatismo religioso.
    No trabalho da propaganda da verdade, Jesus caminha antes de qualquer esforço humano e ninguém deve guardar a pretensão de converter alguém, quando nas tarefas do mundo há sempre oportunidade para o preciso conhecimento de si mesmo.

    Agnaldo: Por último, o que gostaria de dizer a todos aqueles que procuram pela primeira vez a Doutrina Espírita?


    Jorge Hessen: Estudem Kardec para melhor compreenderem Jesus

    10 de ago de 2016

    UM CONVITE PARA QUE A ATRIZ SÔNIA BRAGA CONHEÇA A COLINA HON THOM Jorge Hessen

    Jorge Hessen
    Brasília-DF

    Analisemos com tranquilidade a questão do aborto, recordando aqui uma mensagem adjudicada à Madre Tereza de Calcutá, proferida na Conferência da ONU. Proferiu a líder religiosa que “o maior destruidor da paz no Mundo hoje, é o aborto. Ninguém tem o direito de tirar a vida; nem a mãe, nem o pai, nem a conferência, ou o Governo." 

    Comboiando na contramão da via sublime do alerta da freira de Calcutá encontramos as cantoras mexicana Natalia Lafourcade e a australiana Sia que jazem entre as artistas que se apresentarão em uma série de shows nos Estados Unidos para apoiar o direito ao aborto. A coalizão de organizações pelos direitos da mulher All Access anunciou que os shows e outros 30 eventos menores em todo o país serão realizados com a intenção de mobilizar os defensores do direito ao aborto. A atriz Leslie Jones, protagonista da nova versão do filme "Caça-Fantasmas", também se apresentará com o mesmo objetivo em um show na cidade de Cleveland, em Ohio.[1]

    Nas anomalias da racionalidade de alguns, deparamos com uma entrevista ao tabloide britânico Daily Mail da irlandesa Jeanne Measom, de 51 anos, que revelou estar arrependida por não ter abordado seus filhos gêmeos (os caçulas da família). Ela contou que, antes dos meninos nascerem, ela considerava que sua família estava completa - já que ela tinha quatro filhos e era casada com seu marido, Guy. Por isso, ficou chocada quando fez um teste de gravidez e o resultado deu positivo. Depois que deu à luz as crianças, começou a se arrepender, afirmando ter feito a escolha errada em não interromper a gravidez. [2]

    Dentre outros desvairos da razão analisamos as asneiras da atriz brasileira Sônia Braga, de 66 anos, afirmando que não se arrepende de nunca ter tido filhos. E que jamais cogitou a ideia de ser mãe, assumindo inclusive ter feito alguns abortos ao longo da vida. A atriz tem levantado a bandeira da legalização do direito da mulher de interromper gestações não desejadas. Sonia tem regurgitado sua “pérola abortista” num pensamento que contrasta inteiramente com o alerta de Tereza de Calcutá: “Crime é o aborto não ser legal no Brasil. Não pode ter restrição”. [3]

    Somente num e exclusivo caso a Doutrina Espírita admite o aborto: quando a gestação coloca em risco a vida da gestante; como expuseram os Espíritos a Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, questão 359, que é preferível sacrificar o ser que não existe a sacrificar o que existe. [4] O Espiritismo não aprova a legalização do aborto, nem com ela compactua, porque legalizá-lo é justificar o crime e a irresponsabilidade. 

    O "aborto seguro" com que acenam, dizendo-se defensores da vida da mulher, mesmo se verdadeira, não passa de uma proposta para o crime, em que saem em desvantagem as vítimas, os inocentes e indefesos conceptos e aparentemente premiada a irresponsabilidade, excetuando-se desta os casos de estupro, no qual também não se justifica o aborto, pois mesmo nessas circunstâncias há um compromisso ante à Lei de Ação e Reação que vige no Universo e que precisa ser observada.

    Os matadouros de bebês estão espalhados na sociedade (clínicas clandestinas) como arrepiantes balcões de assassinato de nenéns. Seus titulares estão milionários sob o ponto de vista terreno, mas certamente estão mendigos ante o Código Divino. Descriminalizar o aborto, sob quaisquer conjunturas, é e sempre será um significativo marco de estagnação espiritual na história do homem. Será possível, no âmbito da ética médica, conciliar uma medicina que propõe salvar a vida com uma medicina que chacina nascituros? 

    Não nos enganemos, a medicina que executa o aborto nos países que já legitimaram o trucidamento do bebê no ventre materno é uma medicina criminosa. Não há lei humana que abrande essa situação ante a Lei de Deus.

    Para suavizar as nossas reflexões sobre tão fúnebre contexto, descobrimos Tong Phuoc Phuc , um vietnamita, ex-trabalhador da construção civil , desde de 2001 tomou para si o trabalho de sepultar com máximo respeito todos os bebês que são abortados em uma clínica de sua cidade. Isso porque quando sua mulher ficou grávida, foram ao hospital e durante todos os dias que estiveram esperando que o bebê nascesse, ele percebeu que muitas grávidas que entravam em certo quarto saíam daí sem seus bebês. Descobriu que os bebês eram mortos (abortados).

    Tong Phuoc Phuc pegou suas economias de vários anos e comprou um terreno no topo de uma colina chamada Hon Thom, na cidade de Nha Trang, no sudeste do Vietnã, e começou a sepultar os abortados, um por um. Inumou mais de 10.000 bebês abortados. Sua verdadeira intenção é gerar consciência para salvar a vida dos nascituros. Dizem que seu cemitério não é só um lugar de tristeza, senão que um jardim feito para tocar o coração das mulheres que estão renunciando às suas gravidezes.

    Tong Phuoc Phuc começou a adotar as crianças na perspectiva de que, quando as mães consigam condições de criar (consigam um emprego, aceitação da família, etc.), venham buscá-los para então criá-los com dignidade. E, se não retornarem, ele mesmo cria e educa. Hoje em dia, Tong alberga mais de 100 crianças em seu lar. [5]

    Neste mundo sombrio e globalizado, onde famosos e anônimos de almas ocas não se envergonham de chacinarem ou tão somente desejarem matar seres indefesos no próprio útero, resta-nos convidar a mexicana Natalia Lafourcade , a australiana Sai , a irlandesa Jeanne Measom ,a brasileira Sônia Braga e demais abortistas de plantão para que façam uma visita “rápida” ao vietnamita Tong Phuoc Phuc e dialoguem com ele, de preferência sentadas nos bancos próximos dos túmulos do cemitério da colina Hon Thom.

    Naturalmente não lavramos cá quaisquer sentenças e recriminações àqueles (as) que jazem submersos (as) no corredor tenebroso do aborto já consumado, até para que não caiam na vala profunda do desalento. A Lei de Deus não é vesga e nem tampouco cega e nos seus dispositivos há espaços para arrependimentos, expiações e reparações, proporcionando ocasiões propícias para que os envolvidos possam penitenciarem-se dos delitos cometidos. 


    Referências bibliográficas:

    [1] Disponível em http://g1.globo.com/musica/noticia/2016/08/sia-e-natalia-lafourcade-cantarao-nos-eua-para-apoiar-direito-ao-aborto.html acessado em 08/08/2016

    [2] Disponível em https://catracalivre.com.br/geral/saude-bem-estar/indicacao/mulher-diz-que-se-arrepende-de-nao-ter-abortado-filhos-gemeos/?ref=yfp acessado em 03/08/2016

    [3] Disponível em http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/s%c3%b4nia-braga-assume-ter-feito-abortos-o-1%c2%ba-foi-aos-17-anos/ss-BBvdI4h?li=AAggNbi&ocid=iehp Acessado em 05/08/2016

    [4] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, questão 359, RJ: Ed. FEB, 1972

    [5] Disponível em http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=38378 acessado em 04/08/2016

    8 de ago de 2016

    EVOCAR “MORTO” PARA QUÊ? O ESPIRITISMO SUPERA TODOS OS FENOMENISMOS Jorge Hessen

    Jorge Hessen
    Brasília-DF


    É evidente que na expressão “o telefone só toca de lá para cá” popularmente atribuída a Chico Xavier não está explícita  a opinião de alguma interdição de se evocar os “mortos”.  Contudo, será que atualmente deve-se provocar, como ocorreu na época de Kardec, a evocação dos espíritos para uma conversinha “agradável” e “amigável”, “franca” e “direta” com os Espíritos, visando obter notícias, revelações e outras informações banais dos mesmos?  Inúmeros neófitos e curiosos procuram grupos espíritas almejando notícias dos entes que “partiram”? Mas, será que a finalidade de um centro espirita é essa?  

    Vigilância e prudência não fazem mal a ninguém. Sou dos que não recomenda  a provocação de evocação dos desencarnados, sobretudo se o médium estiver voltado para a recepção de notícias póstumas de Espíritos sofredores (normalmente recém-desligados do físico), pois em todos os casos de intercâmbio com o além a espontaneidade é essencial para a credibilidade das mensagens. 

    Até mesmo nas mensagens instrutivas de alto valor doutrinário não há a necessidade de se fazer uma evocação direta, pois pode-se receber espontaneamente mensagens instrutivas de qualquer espírito evoluído. O mais importante neste caso é o exame racional e lógico da mensagem recebida, conforme recomenda o bom senso, para se evitar o desvairo da mistificação.

    O Espírito Emmanuel, após ser indagado se era aconselhável a evocação direta de determinados espíritos, esclareceu: “Não somos dos que aconselham a evocação direta e pessoal, em caso algum. Se essa evocação é passível de êxito, sua exequibilidade somente pode ser examinada no plano espiritual. Daí a necessidade de sermos espontâneos, pois, no complexo dos fenômenos espiríticos. A solução de muitas incógnitas [sobre tal tema] espera o avanço moral dos aprendizes sinceros da Doutrina.”[1]

    Insatisfeitos com essas criteriosas orientações de Emmanuel, surgem alguns causídicos “espíritas” sucessivamente espicaçados (quase fascinados) pelo fenômeno do intercâmbio com os “mortos”, fazendo referência ao interesse do mestre lionês pela evocação direta para justificarem suas interações com os “finados”. Entretanto, “precisamos ponderar, no seu esforço, a tarefa excepcional do Codificador, aliada a necessidades e méritos ainda distantes da esfera de atividade de aprendizes comuns” [2] tais quais somos.

    Para os entusiastas (quase fascinados)  pelos  fenômenos mediúnicos , mormente os que desejam notícias dos parentes mortos,  corroboramos inteiramente as advertências do Espírito Emmanuel  quando explana: “Qualquer comunicado com o invisível deve ser espontâneo, e o espiritista cristão deve encontrar na sua fé o mais alto recurso de cessação do egoísmo humano, ponderando quanto à necessidade de repouso daqueles a quem amou, e esperando a sua palavra direta, quando e como julguem conveniente e oportuno os mentores espirituais.”[3]

    Para Kardec, “frequentemente, as evocações oferecem mais dificuldades aos médiuns do que os ditados espontâneos, sobretudo quando se objetiva obter dos Espíritos respostas precisas a questões circunstanciadas. ”[4]  Os médiuns – lembra ainda Kardec – “são geralmente mais procurados para evocações de caráter particular do que para comunicações de interesse geral. Eles não deveriam, porém, aceder a tais pedidos, senão com muita reserva, quando feitos por pessoas de cuja sinceridade estejam seguros. Além disso, é preciso evitar sua participação nas evocações movidas por simples curiosidade ou interesse, sem intenção séria por parte do evocador, afastando-se de tudo o que possa transformá-los em agentes de consultas, em ledores da buena dicha.” [5]

    Evocar um “morto” é questão que precisa, portanto, ser bem avaliada, tendo sempre em mente a finalidade a que ela se presta. No livro Conduta Espírita, cap. 25, André Luiz reafirmou a proposta feita por Emmanuel, recomendando-nos seja “abolida, em nosso meio, a prática da evocação nominal dos espíritos.”[6]

    Não tendo havido informações novas, provindas de fontes robustas, confiáveis e consagradas, não concebo por que a recomendação de Emmanuel, reafirmada por André Luiz, deva ser ignorada.  A comunicação com os Espíritos efetua-se por iniciativa deles. A frase "o telefonema vem do lado de lá", dita por Chico Xavier, diz bem como o assunto deve ser encarado com mais seriedade em qualquer contexto do debate sobre o tema, até porque o assunto é grave e não tem nada a ver com as mitologias evocadas por alguns “letrados” em Espiritismo.

    Referências  bibliográficas:
    [1]            Xavier, Francisco Cândido. O consolador , ditado pelo espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, Questão 369
    [2]           Idem questão 380
    [3]           Idem
    [4]           Disponível em <http://www.oconsolador.com.br/ano2/101/esde.html>acessado em 08 de agosto  de 2016
    [5]           idem

    [6]           Xavier, Francisco Cândido e Vieira, Waldo. Conduta Espírita , ditado pelo espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001

    2 de ago de 2016

    A MORTE E/OU DESENCARNAÇÃO DOEM? (Jorge Hessen)

    Jorge Hessen
    Brasília/DF

    O fenômeno da morte e/ou desencarnação constitui uma fatalidade da qual nenhum ser humano consegue escapar. A morte sobrevindo a cada instante nas células, que igualmente se revigoram, chega o momento em que a desoxigenação encefálica se incumbe de interromper as funções do tronco cerebral, obstruindo a ocorrência biológica da vida carnal.

    No processo da morte pesquisadores afirmam que genes permanecem vivos nos defuntos. Asseguram que alguns genes humanos estão ativos por pelo menos 12 horas após a morte biológica. A descoberta deixa para a academia a definição de "morte física" mais emblemática. Cada vez fica mais claro que desencarnar e ou “morrer” é um longo processo, que começa bem antes da data da certidão de óbito e termina muito depois dela. 

    A certeza da vida além-túmulo não elimina as inquietações humanas quanto à morte e/ou desencarnação. Há muitos que temem não precisamente a vida futura, mas o momento da extinção do corpo. Será ele traumático? Em verdade a morte e/ou desencarnação não são iguais para todos, visto que ilimitados são os comportamentos adotados pelos encarnados.

    Apesar de utilizarmos como sinônimos os termos morte e desencarnação, a rigor estes são fenômenos distintos. De fato, é rara a coincidência temporal das durações de ambos os processos. É muito mais frequente o processo de morte propriamente dita ser concluído muito antes da desencarnação.

    A desencarnação para alguns poucos pode ser rápida, proporcionando uma certa liberdade, até mesmo antes da extinção corporal. Comumente, a separação da alma é feita gradativamente , pois o Espírito se desprende vagarosamente dos laços que o prendem, de forma que as condições de encarnado ou desencarnado, no momento do desenlace, se confundem e se tocam, sem que haja uma linha divisória entre as duas.

    Porém, observando-se a tranquilidade de alguns moribundos e as comoções assombrosas de outros, pode-se de antemão ajuizar que as impressões experimentadas durante a morte e/ou desencarnação nem sempre são iguais.

    Para as pessoas espiritualizadas a desencarnação se completa antes da morte, ou seja, tendo o corpo ainda vida orgânica, o Espírito já penetra na vida espiritual, ficando apenas ligado à matéria por elo tão tênue que se desata suavemente com o derradeiro pulsar do coração. Porém, para os algemados aos apelos carnais os laços materiais são vigorosos e quando a morte se aproxima o desprendimento demanda contínuos esforços. As convulsões da agonia são indícios da luta do Espírito, que às vezes procura romper os elos resistentes e outras vezes se agarra ao cadáver, do qual uma força irresistível o arrebata com violência, molécula por molécula.

    No livro “Voltei”, Irmão Jacob (Espírito) descreve na condição de testemunha sobre tais situações, explicando que quando foi “cortado” o chamado “cordão prateado” entre o corpo e seu perispírito durante o seu velório, o impacto que ele (Jacob) sentiu foi tão intenso que achou que “estava morrendo por segunda vez”. E logo após esse processo de rompimento do “cordão prateado”, a deterioração do cadáver se acentuou significativamente, conta o autor.

    Os religiosos ingênuos que creem poder comprar o ingresso no “reino celestial” à custa de dinheiro (dízimos), serão surpreendidos e ficarão decepcionados com realidade do além-túmulo que os aguarda. Da mesma forma os suicidas, considerando inclusive as atenuantes e agravantes do suicídio, depararão com imensa frustração por não lograrem matar a própria vida e sofrerão enormemente os efeitos inevitáveis da suprema rebeldia às leis do Criador. Nas mortes violentas, tais como nos acidentes, o desprendimento inicia após a morte biológica, e sua consumação não ocorre instantaneamente. O Espírito fica preso ao corpo aturdido, não compreende seu estado, permanecendo na ilusão de que vive materialmente por período mais ou menos longo, conforme seu nível de consciência espiritual.


    Na maioria das vezes, tendemos a ignorar o fato de nossa mortalidade, e é somente quando um amigo próximo ou parente querido está morrendo que, intuitivamente, reconhecemos nosso próprio e inevitável roteiro em direção à morte. Há milhares de anos esse assunto tem sido uma questão central para o debate teológico e filosófico, mais do que para a exploração científica e objetiva; entretanto, como observamos acima, a ciência começou a ampliar a compreensão sobre o que acontece quando morremos, tanto no aspecto genético do cadáver quão do aspecto psicológico da alma enquanto mente humana.