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  • 21 de mar. de 2010

    TODO ARGUMENTO CRISTÃO ESTIMULA O BOM COMBATE



     
    Anônimo: Caro irmão Jorge Hessen,   
    Demonstro aqui minha humilde preocupação com a exposição pública a meu ver, desnecessária e que em nada constrói nas criaturas com tantas dificuldades de compreender os ensinamentos doutrinários no seu cerne maior, segundo denota-se do seu artigo, de um embate que, na verdade não estimula o bom combate porque, como você mesmo afirma, cria ira. Ora, um dos grandes ensinamentos doutrinários é a indulgência. Ao expormos alguém, seja quem for, deixamos de ser indulgentes e passados a apontar o dedo e nos esquecemos do argueiro em nossos olhos. A crítica construtiva deve ser feita junto a quem a merece e necessita porque tornar pública a fragilidade de alguém pode soar a um desamor de nossa parte, orgulho ou vaidade, sentimentos que também nos diminuem. Não temos conhecimento de que o Cristo tenha, em qualquer momento, submetido algum de nosso irmãos à execração pública, pois Sua elevação não permitia e nem permite. Ora, sendo Ele o nosso Guia e nossa Luz é sob ela que devemos caminhar e nos projetar. Quando nos lembramos que estamos em provas e expiações constantes é fácil admitirmos como possíveis os erros humanos. Não sendo ninguém perfeito - como também não somos - é natural a falibilidade nas ações e concepções e devem ser observadas. No entanto, como bons Cristãos o fórum não deve ser outro senão a Casa Espírita, no momento oportuno junto a quem tem a obrigação de promover as corrigendas. É verdade que o Chico Xavier trabalhou, trabalhou, trabalhou sob a copa do abacateiro e prestou serviços incontáveis e maravilhosos. O Cristo nasceu na manjedoura. No entanto, nós, com toda a convicção Cristã e procurando vivenciar o exemplo do Chico e do Cristo, nas lições evangélicas que tanto nos confortam e animam, não nos furtamos em usar o computador para esse nosso diálogo nem deitarmos em nossa cama com colchão ortopédico ao cabo do dia de trabalho. Onde está o erro ou desvirtuamento doutrinário nisso? Em lugar nenhum porque os tempos, os recursos e a tecnologia estão aí para que possamos usufruir das benesses sem opulência, naturalmente. Creio que, da mesma forma, os eventos espiritistas também devam valer-se dos recursos disponíveis para levar adiante os ensinamentos doutrinários e avançar nos rincões deste Brasil, Coração do Mundo e Pátria do Evangelho. O fato de cobrar taxa não estabelece qualquer desvirtuamento quando para cobrir os custos do evento.  Tal procedimento também adotamos quando pagamos taxa do provedor de internet para nos mantermos no ar. Seria inconcebível, nos dias atuais, usarmos o pombo correio ou caminharmos léguas para fazer chegar ao conhecimento da população cada vez mais aumentada, as mensagens quaisquer,  entregando-as em mãos de  cada destinatário. Da mesma forma, se precisamos nos deslocar a grandes distâncias, não o fazemos de bicicleta ou no lombo de um animal nos dias atuais. Usamos invariavelmente a aviação, ocasiões em que cobrimos as despesas de passagens e hospedagens, logicamente. E, ainda que seja despesa paga com recursos próprios, conquanto que o princípio seja o mesmo do questionado em seu artigo, respeitadas as devidas proporções, eles se assemelham e, este fato, não tira o brilho nem a essência do pregador/orador se ele estiver seguro do seu papel no contexto doutrinário e imbuído das melhores intenções. As intenções são próprias de cada um e ao indivíduo será dado segundo as suas obras. O fato é que quando se chega a uma posição de destaque – qualquer que seja a pessoa – a nossa tendência é dela discordar mas nunca nos preparamos ou nos oferecemos em sacrifício ou não para no lugar dela nos colocar, evitando até que ela ocupe tal lugar por já termos, equivocadamente, a avaliado previamente como imerecedora do “posto”. Cabe aqui lembrar mais uma vez o Cristo quando nos sugere amar o próximo como a nos mesmos e amar o inimigo como irmão nosso que é. Aqueles que ali estão, se estão em erro, cabe a cada um de nós usarmos o melhor remédio chamado oração a benefício deles e não estarmos aprofundando, com críticas ácidas, às vezes, as dificuldades deles. Fazei ao próximo o que querereis que vos façam! A sua manifestação de agradecimento em seu blog bem demonstra o quanto de satisfação nos dá um apoio. Apoiemos, portanto, todos aqueles que trabalham admitindo que estão a fazer o seu melhor! As críticas serão bem vindas sempre que forem feitas em tese e geram o mesmo efeito porque buscam a reflexão e remetem todos aqueles que a lêem ou têm conhecimento dela a vinculação ao seu proceder. 
    A transcrição do pronunciamento do Divaldo Franco no seu texto não abomina a cobrança e é bastante cautelosa ao dizer que devem existir meios para cobrir custos e parece-me, foi isso que a FEB fez. Abriu inscrições para quem se interessasse, e todos foram espontâneos por entenderem que há custos e despesas diversas que não podemos e não devem sobrecarregar as contas da Federação. Aliás, até onde sei, o Congresso foi discutido em sua formatação no Conselho Federativo que, creio, melhor que um individuo a pensar sozinho, por mais competente e capaz que seja ele, chegou a conclusão desta necessidade. Com certeza, eu não conseguiria fazer um evento nacional com presenças internacionais sem recursos financeiros da mesma forma que não se imprime um livro sem custos, ainda que seja para aquisição do maquinário próprio para tal fim. 
    Eu precisava lhe escrever essas palavras para uma reflexão conjunta e espero que eu possa melhor refletir em função de sua resposta que muito me honrará. 
    Outra coisa que devemos também ter cuidado é com a existência dos falsos profetas! 
    Desejemos pois, como o melhor que temos a fazer, sucesso ao Congresso e que Jesus e Chico Xavier como vivos que são, possam avaliar todas as manifestações de gratidão ao seu apostolado do Chico que nos fez crescer e compreender, com dificuldades ainda, o que é o Amor apregoado pelo nosso Mestre Jesus. 
    Ouçamos a voz do silêncio e falemos mais com o coração porque todos somos aprendizes fragilizados na arte da fraternidade e Amor ao próximo porque portadores ainda de boa dose de orgulho, caprichos, prepotência, arrogância e muita falta de humildade. 
    Conquanto sejamos seguidores da Doutrina somos ainda perseguidores dos homens porque nem sempre estamos atentos às sugestões maiores dos orientadores espirituais. Por esta falta de atenção, muitos de nos deixamos brechas a intervenções oportunidades pela nossa falibilidade. Oremos e vigiemos! 
    Receba meu fraterno abraço e queira antecipadamente receber meus pedidos de desculpas se acaso, por incapacidade de precisão, não soube traduzir minhas preocupações com as críticas acerbas sobre, repito, a desnecessária manifestação pública da divergência de entendimento e postura doutrinária para com os organizadores do Congresso Chico Xavier. 
    Devo, ao final, dizer que não sou procurador da FEB, não  tenho relações de amizade com nenhum dos diretores da Casa Máter do Espiritismo e não tenho o condão de lhe desautorizar nas críticas. Só não posso ficar a dever-me esta manifestação eivada de sentimento de unidade e fraternidade entre os espiritistas que, da mesma forma que nos ensina o Evangelho de Jesus não devem se dividir. 
    Enquanto o pasto vem sendo coberto por ervas daninhas as ovelhas se digladiam nas águas turvas das inquietações gerando pruridos e idiossincrasias!... 
    O escândalo é necessário, mas ai daquele que sirva de objeto de escândalo! 
    Espíritas! Uni-vos! 
    Se eu não tiver amor nada sou... (*) 
    "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver amor, nada sou. Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita. O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.O amor jamais passará. As profecias terão o seu fim, o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil. (...)Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior de todas é o amor." 1 Cor 13, 1-8.13
    Fonte: blog.......................
    Anônimo..


    Jorge Hessen: Prezado (a) irmão ou irmã
    Veja como são as coisas; ainda hoje, as pessoas se prendem à letra e saem argumentando de forma a demonstrar que não entenderam, absolutamente, coisa alguma da mensagem que nos propusemos transmitir. Nunca pensei que um “abacateiro” fosse causar tanta polêmica. Incrível isso! É obvio que usei de artifícios de linguagem para dar ênfase à simplicidade doutrinária de Chico Xavier, de cujos ensinamentos não nos devemos distanciar. Não consigo imaginar que sejam pessoas incapazes de entender, mas são extremamente inteligentes para dissimular o erro em que se vêm incorrendo, única e exclusivamente, por falta de argumentos que justifiquem tais cobranças exorbitantes de taxas em eventos espíritas que, para a grande maioria da população, é impraticável. Minha obrigação, como escritor espírita, é divulgar a nossa doutrina e esclarecer aqueles que me procuram, através da Internet, para dissipar quaisquer dúvidas que apresentem. Nunca me posicionei como o “Dono da Verdade” ou o “Dr. Sabe Tudo”, mesmo porque, o Espiritismo não é doutrina que se assimile da noite para o dia. Sempre mantive um diálogo honesto e de qualidade com meus leitores, baseando-me em tudo que está escrito nos livros da Codificação e nos livros de primorosa qualidade. Não me valho do verbo particular-fantasioso, criando uma idéia qualquer nos meus artigos. Apenas, deixo patenteada, neles, a minha judiciosa interpretação e, por isso mesmo, assino embaixo. Os argumentos de alguns contraditores, educadamente formulados, são bem-vindos, pois não podemos estar concordantes em tudo. Os ataques, acintosamente a mim dirigidos, com a intenção precípua de ofender, não me abalam intimamente, mesmo porque, além de serem inconsistentes, em tudo e por tudo, alguns chegam ser, até, de muito mau gosto e de baixo nível. É verdade! De baixo nível! Não me recordo de tê-los publicado, identificando seus autores, mesmo porque, são eles mesmos que “se identificam” e “nos identificam” em seus canais de divulgação espírita, o que, aliás, não deixa de ser uma forma de expandir, ainda mais, o “meu” pensamento. Em se comparando as posturas adotadas, por um e por outro, nota-se o “invejável” equilíbrio de um sobre o desesperado desequilíbrio do outro. Portanto, estou em Paz!  
    Só não vou contraditar alguns pontos enunciados em seu email, porque meu pensamento já está, exaustiva e explicitamente firmado em meus vários artigos sobre esse assunto, mas em outros itens, estou de pleno acordo, pois é pautado no bom senso que me conduzo na vida. 
    Fraternalmente,
    Jorge Hessen