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  • 11 de out de 2012

    SE ABRAÇAMOS O ESPIRITISMO POR IDEAL....

    Se abraçamos o Espiritismo por ideal não podemos negar-lhe lealdade.
     Se abraçamos o Espiritismo por ideal, não podemos negar-lhe lealdade.
    A fidelidade doutrinária ressoa como algo vazio para os que não têm compromisso alinhado com Jesus e Kardec. A lealdade a Kardec incide na observância da singeleza dos preceitos anotados, atidos e alicerçados na Codificação, cujos preceitos fundamentais foram sustentados pelos Espíritos Superiores. Uma Instituição Espírita tem que laborar como legítimo pronto-socorro espiritual, tal qual refrigério em favor das almas em desalinho, e não qual recinto de miragens e devaneios. O adequado reduto kardeciano tem que estar preparado para abrigar um contingente cada vez maior de pessoas submersas no atoleiro de suas próprias crises morais, e que jazem nos vales nebulosos da ignorância.
    Os núcleos espíritas refletem a índole e consciência doutrinária dos seus dirigentes. Instituições que adotam práticas “doutrinárias” que chocam com os postulados Kardecianos não constituem casas genuinamente espíritas.
    O Espiritismo apresenta-nos uma nova ordem religiosa que necessita ser resguardada. A Codificação é a resposta ajuizada dos Espíritos superiores às questões do homem aflito na Terra, conduzindo-o ao encontro do Criador. Entendemos que protegê-la da arrogância dos novidadeiros e das propostas vaporosas dos que a desconhecem é obrigação de todos nós.
    Se adotamos o Espiritismo por ideal cristão não podemos negar-lhe fidelidade. O espólio da tolerância não pode tanger pela omissão diante das enxertias anormais e métodos irregulares que seres incautos planejam infligir, sobretudo nas sinuosidades do Movimento Espírita.
    Não estamos discorrendo sobre defesa intransigente dos postulados espíritas, e nem propondo rígida igualdade de metodologias sem a devida consideração aos graus distintos de evolução em que estagiam as pessoas.
    Seria contraproducente enredarmos pelos atalhos dos extremismos injustificáveis. É óbvio que não podemos transformar defesa da fidelidade doutrinária em uniformização estanque de exercícios que podem bloquear a criatividade natural diante do livre arbítrio de cada um. Conquanto rebatamos atitudes extremadas, não podemos abrir mão da prudência preceituada pela pureza dos postulados espíritas. Não hesitemos, pois, quando a situação se impõe, e estejamos alertas sobre a fidelidade que devemos a Jesus e a Kardec. É importante não olvidarmos de que nos sutis consentimentos vamos descaracterizando a programação do Consolador Prometido.
    É imprescindível conservar o Espiritismo segundo herdamos do Codificador, conservando-lhe o fulgor dos conceitos, a clareza dos seus conteúdos, não consentindo que se lhe aloje ideias nocivas, que somente irão embaraçar os ingênuos e os pouco informados das suas lições.
    No Espiritismo, o Cristo desponta como sublime e magnânimo condutor de corações e o Evangelho brilha como o Sol para iluminar todas as consciências. Lembremos que Kardec transmitiu à humanidade a melhor de todas as embalagens (fidelidade doutrinária) ao grandioso presente que é a Doutrina dos Espíritos, e todos aqueles que têm como base o alicerce do amor podem, até, coexistir com qualquer obra ou filosofia, que permanecerão blindados contra os agentes das influenciações obsedantes.
    Jorge Hessen
    http://jorgehessen.net