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  • 14 de jun de 2009



    CARTA ABERTA AO JORGE
    Prezado amigo Jorge, Eu não poderia deixar de manifestar, a ti, o meu apoio, quando te posicionas contra os abusos que presencias, a torto e a direito, em determinados grupos espíritas, e que estão em desacordo com as instruções elevadas da nossa doutrina, e, em contrapartida, recebes a incompreensão de alguns, o que era de se esperar. Aliás, abusos existem em todos os segmentos religiosos, diga-se de passagem, haja vista o que a mídia nos informa quase que diariamente, e que assistimos com grande pesar.
    Teus artigos, pelo que contêm, abordam temas bastante polêmicos, porém, urgentes à nossa reflexão. Outros artigos agitam o meio, pelas verdades amargas que expões em defesa do projeto espírita, projeto esse que provém de um ser superior, o espírito Verdade - e não do Homem -, disponível a todos nós, do qual devemos sorver elementos de instrução e crescimento.
    Tens tido a preocupação em alertar que há irmãos investidos em cargos de direção de algumas casas espíritas, que ainda se encontram convalescentes de moléstia da alma, herdada de deficitária instrução religiosa de tempos inimagináveis, e que oferecem ensejo a sérias viciações em seus assistidos, justo por falta de conhecimento mais profundo da doutrina espírita ou pela insipiente noção de responsabilidade individual de que dispõem no momento, gravada nos recônditos de suas consciências. São almas irresolutas, pois que se agitam, diante da menor crítica, que seja, mesmo quando não as identificas, nominalmente – o que, aliás, seria uma atitude nada cristã, caso assim procedesses. Qual é a verdade que não incomoda quem está em erro?
    Sei que não atuas com soberba autoridade, a ditar regras de moral a quem quer que seja, mas teus retumbantes brados ecoam longe, quando identificas determinados erros na aplicação prática do conteúdo espírita e essa tua postura, admirada por quantos levam a doutrina a sério, naturalmente, nos faz lembrar Jesus, que condenava o crime, mas, jamais, o criminoso. Até mesmo Ele, que era um exemplo de candura, agiu com rigor, com muito rigor, aliás, quando a expulsar aqueles que praticavam comércio às portas do Templo. Não há como combater as graves infrações com doces palavras, mas, com severas atitudes. Mesmo assim, não faltará quem diga: "- Não se pode comparar a moral do Cristo com a moral dos Homens." Muito bem! É óbvio que não, mas qual foi, então, o motivo por que Ele veio a ter conosco, senão ensinar o caminho a ser seguido? Segue-O quem tem juízo, e quem tem juízo, acumula méritos e tem credibilidade. Há nisso algo de imoral? Não és o dono da verdade, mas segues a Verdade. Essa é a diferença! Sentiste a sutileza?
    A tua disposição particular de salvaguardar o conteúdo e a imagem do Espiritismo, faz de ti um adepto especial. Conta com o nosso apoio, pois estás coberto de razão! És fraterno no momento em que esclareces. Se esclareces, ensinas; se ensinas, educas e, se educas, colaboras na obra do Senhor. Eis, aí, "a Verdade, o Caminho e a Vida" em ação, em movimento. São muitos os que pensam como pensas, mas são poucos os que se dispõem a fazer o que fazes, em defesa do Espiritismo. Quando, no uso da palavra ou da escrita, empregas termos de grande e providencial impacto, sabemos que não se trata de uma atitude intencional para ferir alguém, mas alertar quanto a não desvirtuar a prática da nossa doutrina, para que permaneça, sempre, dentro dos legítimos parâmetros enunciados por Kardec, ou, ainda, como advertência a que não se estabeleça quem não tenha competência para estar na direção de um centro espírita, pois a falta de preparo poderá causar inimagináveis prejuízos ao futuro da doutrina espírita.
    O teu silêncio, sim, seria o selo da hipocrisia estampado em tua alma.
    Fraternalmente,

    Vânia
    E-Mail: vborgesc@hotmail.com
    Tradutora para o inglês deste site
    Site: http://jorgehessen.net
    CARTA ABERTA AO JORGE
    (05.08)


    .....
    Saudações fraternas,
    Caro senhor Jorge,
    Antes de tudo, devo me apresentar, meu nome é Rodrigo, sou de São Paulo, capital.
    No último final de semana, dediquei algumas horas para ler os artigos de vossa autoria disponibilizados no site, http://jorgehessen.net .
    Gostaria de parabenizá-lo pelos excelentes artigos escritos por sua pessoa. Os conteúdos dos vossos textos são como pérolas elucidativas, verdadeiros alertas a nós espíritas.
    Concordo plenamente com todas as sábias dissertações que o senhor escreve. Infelizmente temos observado o crescente desvirtuamento dos princípios doutrinários codificados por Allan Kardec.
    Terapias que absolutamente não condizem com os verdadeiros preceitos espíritas, estão literalmente tomando conta do Movimento Espírita.
    Atividades como apometria, cristalterapia, correntes magnéticas de desobsessão, entre outras, cada vez mais se infiltram em nossa Doutrina.
    Em algumas obras mediúnicas, temos observado livros que mais parecem transmitidos pelos astutos gênios das sombras do que pelos Espíritos Superiores.
    O elitismo cada vez mais vem se apossando do Movimento Espírita.
    Temos até alguns obsedados que almejam um Espiritismo sem Jesus... Quanta invencionice! Aonde vamos parar?!
    Há pouco mais de dez anos venho estudando a Doutrina Espírita, a sete servindo em centros espíritas; entretanto, nesse período tive que me afastar de três diferentes casas, justamente porque os confrades dirigentes dessas instituições passaram a "incorporar" incongruentes práticas em nossas atividades mediúnicas. Na primeira foi a tal da cromoterapia de Edgard Armond que me obrigou ao afastamento das tarefas; na segunda o reiki oriental substituiu os passes magnéticos; e, na terceira, nossos irmãos pseudo-sábios, conseguiram mistificar os médiuns e dirigentes com a "moderníssima e eficaz apometria"! Resultado, acabei voluntariamente me afastando dessas "Casas Espíritas". E ainda tive que "sair pela porta dos fundos", pois, ao expor minhas opiniões a respeito dessas práticas, fundamentando que nada encontramos de embasamento sobre tais atividades, tanto no Pentateuco de Kardec, como nas obras de André Luiz, acabei sendo taxado de crítico, puritano, conservador...
    É, caro Jorge, aqui em São Paulo as coisas não vão muito diferentes que em Brasília.
    Semana passada foi realizado mais um congresso na FEESP. Porém, assim como eu, muitos outros espíritas pertencentes às classes menos favorecidas não tiveram acesso, pois os ingressos estavam sendo comercializados por até R$ 180,00!
    Fico a imaginar o que devem pensar e como devem se sentir, Chico, Meimei, Humberto de Campos, André Luiz, Kardec e tantos outros, ao observarem o que está acontecendo com o Espiritismo na própria "Pátria do Evangelho"!
    Nossos confrades hipnotizados pelos próprios interesses pessoais estão transformando o Espiritismo em um palco de obsessões.
    Nas proximidades da minha residência, está difícil encontrar um verdadeiro centro espírita para servir ao Cristo; pois, apesar dessas casas que atuam com essas divergentes práticas, se denominarem espíritas, sabemos que na verdade não são.
    Eu e minha companheira estamos procurando um centro espírita aonde possamos frequentar e servir, mas, sinceramente, nosso objetivo está se tornando uma árdua tarefa. Atualmente encontrar um centro que mantenha as bases dos princípios Kardecianos e Cristãos está se tornando raridade.
    Enquanto isso vamos estudando, estendendo uma mão amiga a quem podemos... Rogando ao Divino Mestre que esses confrades percebam os equívocos que estão cometendo com a Doutrina Espírita. Afinal, os trabalhadores, tarefeiros e principalmente os dirigentes dessas casas, deveriam recordar do que o próprio Emmanuel disse ao Chico: "Se um dia ficares em dúvida entre eu e Kardec, fique com Kardec."
    Que o Mestre ilumine a todos nós.
    Abraço fraterno,


    Rodrigo Fernandez
    E-Mail: rfsfernandez@gmail.com
    Site: http://jorgehessen.net