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  • 9 de jul de 2009

    KARDECISMO? ESPIRITISMO?



    Caro Irmão, (Prezado irmão Lucas)
    Compreendo que não desejas mudar a denominação de nossa Doutrina, e de nenhuma forma lhe enxergo como "radicalista" no sentido de alterar o que Kardec instituiu. Apenas acho que muitos espíritas andam muito preocupados em questões de menor monta como esta e que o verdadeiro sentido de ser espírita não pode ser definido por palavras, rótulos.
    (Realmente, meu irmão; mudar os preceitos espíritas seria uma tremenda insanidade de minha parte. Analisemos, pois.)

    Novamente saliento que entendo sua posição como divulgador da palavra espírita-cristã em seu site, e não o estou acusando de querer mudar os preceitos espíritas. Não é necessário responder justificando o teor da enquete e do artigo, pois tenho certeza da sua boa fé em trazer o assunto à tona. (Realmente, meu irmão; mudar os preceitos espíritas seria uma tremenda insanidade de minha parte. A maioria dos escritores espíritas, e dos que divulgam a doutrina através da Internet, não tem, por hábito, esse intercâmbio com os leitores, o que, em minha opinião, concluo por ser muito interessante essa aproximação, essa troca de idéias, uma vez que todos nós somos aprendizes neste mundo. Portanto, Lucas, saiba que muito me compraz responder os emails que me chegam, concordando ou discordando com os artigos que divulgo.)
    Para concluir, apenas queria expor o meu pensamento sobre o assunto. (Isso é maravilhoso. É importante, para mim, divulgador da Doutrina Espírita, saber a opinião dos meus irmãos de fé.) Sempre que reflexiono sobre essa denominação, não consigo simpatizar com a denominação "Kardecista". (Muitos já me escreveram, expondo a mesma opinião sua. Porém, outros tantos já se manifestaram de forma contrária. Logo, as opiniões divergem, como era de se esperar. Como a intenção da Enquete não é mudar coisa alguma, mas saber a opinião da maioria sobre esse assunto... Percebo que muitos estão realmente incomodados.) Apesar de ter em Kardec uma figura venerável, não posso afirmar que sou kardecista, uma vez que não o tenho como principal modelo e norte. De nenhuma forma estou diminuindo a importância desse Espírito que marcou época, mas acho que se dizer kardecista, seria enfatizar que tenho como Modelo e Guia o próprio Kardec, e não o nosso Mestre Amado Jesus. (Nesse ponto, sou eu, agora, quem opina. Seja qual for a religião cristã, todas têm o nosso Mestre Amado Jesus como Modelo e Guia, independentemente, do título que as identifique. Portanto, não seria, apenas, o nome “Kardecista” que lhe faria excluir Jesus como Modelo e Guia, deixando-o sem norte. Essa é uma questão de menor monta, também, e, no entanto, para você, faz a diferença, não é verdade?)
    Posso estar equivocado (Não se trata de estar equivocado ou não. É a sua maneira de ver e sentir, e que deve ser respeitada) e até mesmoser chamado de conservador, (É um direito seu, meu irmão.) apesar dos meus vinte e dois anos vividos nesta encarnação, (Que maravilha! Eis o que, realmente, me emociona. Um jovem de 22 anos, e já, bem ajustado na Doutrina Espírita. Não são muitos os jovens, atualmente, interessados em assuntos que dizem respeito ao espírito, o que é de se lamentar. Muito me alegra isso, creia.) mas prefiro manter esse ponto de vista no que diz respeito à essa questão. Sobre alguns pontos do artigo, onde o irmão afirma que a atuação de pessoas de outras crenças espiritualistas, mas nunca espíritas no sentido correto da palavra, estaria prejudicando o conceito que se tem de Espiritismo, acredito que essa influência é inócua e somente prejudica e convence aqueles que procuram justiticativas para não identificar o Espíritismo como uma doutrina única. (Não, meu irmão. A preocupação da grande maioria dos espíritas não é com a atuação das pessoas de outras crenças espiritualistas, pois cada um atua conforme seu conteúdo específico, mas em propagar que, naquilo que atuam, aquele conteúdo é espírita e, sobretudo, confundir pessoas que nem sequer têm uma religião e, antes mesmos de saberem a maravilha que é a Doutrina Espírita, antecipadamente, rejeitam.)
    O que acontece é que TODOS sabem que Espiritismo não se confunde com essas seitas que estamos acostumados a observar, e a maioria deles cultivam essa confusão para gerar divergência e divisão entre os espíritas. (Não, meu irmão. TODOS OS REAIS ESPÍRITAS sabem a diferença, mas os não-espíritas, em grande maioria, não sabem. Quem cultiva essa confusão, são os pseudoespíritas, por falta de estudo profundo da doutrina.)
    Não me estenderei no assunto, pois não aprecio discutir (no sentido de opinar) sobre questões onde pensar de modo diferente não prejudica nem eleva a ninguém, mas simpatizo com a idéia de abrir uma enquete para tanto.
    (Em minha opinião, é de grande valia esse nosso intercâmbio. Obrigado.)

    Grato pela possível atenção,
    (Igualmente, meu irmão.)
    Lucas dos Anjos (Jorge Hessen)