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  • 29 de mai de 2010

    FREI BETO E CHICO XAVIER

     
    Prezado irmão,
    Bom dia,
    Li seu texto no jornal Diário da Manhã e me chamou a atenção a maneira com que usou as palavras para falar dos Espíritas.
    Com todo respeito, o irmão não colocou aspas, onde o comentário seria do Frei Beto e onde foi o vosso comentário.
    Como infelizmente ainda não o conhecia, fiquei curioso em saber se o dono do texto, Sr. Jorge Hessen, seria um espírita ou um outro que estaria fazendo uma crítica séria contra o Espiritismo de Jesus. Então busquei no seu site e pude então conhece-lo um pouco melhor atraves dessa ferramenta tão importante, a Net.
    Respeito a vossa opinião e talvez o desejo de evolução no meio Espírita Kardeciano, mas achei que alí naquele texto o irmão tratou seriamente de mazelas internas, do nosso meio espírita, fazendo uma crítica séria em um jornal de circulação aberta. Quem não é ainda espírita mas que almeija se aprofundar a conhece-lo, ao ler sua matéria, penso eu que essa pessoa irá voltar um passo atrás, pois alí fala muito mal dos espíritas e de suas condutas. Acho que seria espaço para elogiarmos e divulgarmos a Doutrina de Jesus, codificada por Alan Kardec.
    Veja como soou:
    DM: "... Onde está o legado de Chico Xavier no atual movimento espírita?"
    Comentário meu: O irmão quer dizer ao público que o Chico não deixou nenhum legado ou que os espíritas o desprezou;
    DM: "... Creio que é preciso fugir da elitização no seio do movimento espírita...!
    Comentário meu: O Espiritismo está e sempre foi aberto a todos. O procura quem quer e se interessa, como é próprio do livre-arbítrio. Acho que o irmão discrimina o fato de a elite fazer parte. Sou um funcionário público simples, para que o irmão não me inclua como um da elite e com dor de cotovelo.
    DM: "... O que se observa no movimento espírita atual, é a reedição da desfiguração do projeto inicial de 1857..."
    Comentário meu: Ora, aqui o irmão critica novamente e expoe para o público uma decadência do espiritismo.
    DM: "... sobre a ausência de simplicidade no meio espírita..."
    Comentário meu: Considero muito simples o meio espírita e mesmo pelo que conheço, sempre se divulgou a necessidade da postura simples, sem ostentação, os Centros continuam simples. não conheço nenhum que propague o que o senhor escreveu, até as vestimentas dos trabalhadores é sempre comentado e divulgado para que o façam da melhor forma simples possível. Se não evoluíssemos e ficassemos debaixo do abacateiro até hoje, até mesmo o seu site não seria veículo precioso para a nossa divulgação, então veja a importância da evolução. Vejo claro sua boa intenção. Porém, me permita, e, peço perdão já de imediato pelas minhas palavras, mas o que eu não consegui entender foi a razão de estar em um jornal e não em um documento, talvez encaminhado à Federação Goiana ou Brasileira de Espiritismo sua preocupação. Não discordo do seu ponto de vista, mas sim do local onde fez o comentário.
    Até mesmo na sua pagina na net, no artigo ESPÍRITAS DESCOMPROMETIDOS COM O ZELO DOUTRINÁRIO (23.05.10) o irmão já começa "criticando" os espíritas - porém, até  concordo que talvez esse fosse um local apropriado para o senhor "Criticar" já que gosta tanto. Nesse texto o irmão mistura o que faz um espírita (kardeciano) e um espiritualista "... Aguilhoam-se a "guias poderosos", passando a venerá-los e prestar-lhes culto irracional, deixando a eles (os "tais guias poderosos") a tarefa de equacionar questõeshttp://co104w.col104.mail.live.com/default.aspx?wa=wsignin1.0 e interferir em assuntos nas quais a fobia fá-los indiferentes e omissos, impedindo-os de atuar de maneira coerente. É comum esses irmãos adotarem rituais, cantorias estranhas, enxertias tóxicas que aleijam o corpo doutrinário codificado por Allan Kardec. ... "      e mais uma vez eu digo que se a pessoa não estiver preparada para ler ou ouvir tais comentários, o senhor deixa somente a impressão de que quer "acabar" com o espiritismo e não fazê-lo crescer, através do amor, da fraternidade, do perdão bases da Lei de Jesus.
    Mas, irmão, eu tento estudar um pouquinho o espiritismo, estou começando e achei que era interessante falar com o irmão sobre o que senti ao ler a matéria e espero sinceramente que compreenda meu mínimo entendimento e que o meu interesse é estabelecer uma relação amigavel e e sem nenhum rancor. Tens meu e-mail e será um prazer poder ler uma possível resposta sua se eu merecer.
    Fique com Deus e muito obrigado.

    Prezado Irmão


    Prezado Irmão


    Leon Denis já advertia:O Espiritismo caminhará com os homens, sem os homens e apesar dos homens.  A quem se referia Denis senão os próprios espíritas?Sobre  a questão de  escrever para  jornal laico ratifico com o ato o exercício pleno de liberdade de expor opinião, e creio que qualquer cidadão pode fazê-lo, basta escrever e enviar para os órgãos de imprensa, afinal  divulgar opinião não pode se restringir apenas às hostes espíritas. Recordemos que Bezerra de Menezes ou “Marx” (seu psedônimo) escrevia semanalmente para jornal LAICO , defendendo os mesmíssimos princípios que sustento no artigo que o senhor contrapõe. Paulo pregou e escreveu para os gentios.  Quanto às escolhas dos espíritas  isso é pertinente á consciência de cada um. Quanto aquilo que atinja o nome da Doutrina, que leva a elucidações discordantes  do Evangelho ou de cunho doutrinário estarei pronto, em nome do Cristo, a responder integralmente os argumentos respaldados  no  que aprendi em mais de 34 anos de labor ininterruptos para a Causa Espírita.
    É importantíssimo que surjam milhares de Jorge’s Hessen’s a fim de que os que adentrarem para o Espiritismo o façam com os pés no chão.
    O Espiritismo é o Cristianismo redivivo e não podemos abrir mão disso. Ah!  sobre o uso da Internet para divulgação doutrinária  não percebo um forma de excluir os espíritas pobres, pois estamos entrando na era digital e o número de excluidos digitais está bem menor do que tempos idos. É para mim o MAIS DEMOCRÁTICO FORUM DE DEBATES DA TERRA.
    Abraços fraternais e FIQUEMOS com Deus.
    Att..
    Jorge Hessen