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  • 23 de fev de 2011

    CHICO XAVIER E CARNAVAL? EIS MAIS UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA

     
    Sobre a suposta homenagem a Chico e ao espiritismo no próximo carnaval. Que Deus nos abençõe no justo propósito que nos move: o amor ao espiritismo e o respeito ao nosso saudoso médium.
    Nada mais incoerente com os verdadeiros preceitos espíritas que aproveitar-se da ocasião do carnaval para aplaudir essa suposta homenagem ao espiritismo e à pessoa de Chico. Procedendo assim, tornamo-nos coniventes, direta e indiretamente, com exageros e falta de bom senso, shows e espetáculos dentro da Sapucaí - ou mesmo em Congressos e eventos grandiosos e caros como os que temos visto - que mais alimentam a ambição e a vaidade de alguns do que cumprem com o propósito de divulgação equilibrada e sensata do espiritismo. Chico jamais aprovaria tão pretensiosas homenagens à sua pessoa, seja no carnaval, seja em eventos pomposos como vemos na mídia. Compreensivo como era, Chico entenderia os objetivos de todos os que se afeiçoam às aparências e ao proselitismo inócuo, mas certamente advertiria para os gastos extravagantes, as ocasiões inoportunas para comemorações e a supervalorização das exterioridades e convenções em detrimento da qualidade e da RESPONSABILIDADE da divulgação do espiritismo nos mais diversos segmentos. Nós espíritas que eternamente somos gratos ao Chico, pelas obras e pelo exemplo de tolerância e amor que ele nos concedeu ao longo de sua vida, não podemos ser coniventes com o oportunismo e com os exageros, ainda que a intenção real seja a de prestigiar o médium. O crescente interesse pela doutrina espírita de forma alguma justifica tamanha falta de zelo com a imagem do médium e com a preservação da doutrina que se pauta no equilíbrio, na razão e no bom senso. Nunca é demais lembrar que ser espírita é tentar melhorar a cada dia nossa conduta, estudar bastante, etc, mas também inclui zelar pela doutrina e pela memória daquele que foi o mais avesso a todo tipo de ostentação: Chico Xavier. Que as federações reflitam e se manifestem contra todo tipo de prática que atente contra a verdadeira essência dos ensinamentos espíritas, ensinamentos estes que as próprias federações têm o dever de defender.
    Simone M. de Almeida Prado