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  • 22 de mar de 2012

    DESAPARECIMENTO DO CORPO DE JESUS APÓS A CRUCIFICAÇÃO



    Caro Jorge Hessen
     Cumprimento-lhe pela excelente "fala" de ontem.   Até sugiro, que  continue falando de outros personagens(Joana de Cusa, Francisco de Assis, Bezerra de Menezes, Maria Nazaré, Paulo de Tarso) e tantos outros...É claro, sem querer influenciar na sua programação, e nas intuições que recebe.
    A propósito já ouvimos algumas versões sobre o que aconteceu com o  corpo de Cristo, que não foi encontrado por Maria de Madalena no sepulcro. Pergunto qual a sua opinião sobre esse assunto. Como ocorreu a "desmaterialização" do corpo de Jesus.  Será  que Cristo pode ter sido  um "agênere" - Espírito apenas materializado.....o Corpo do Cristo era fluídico ? Não tinha como nós o corpo físico e o espiritual ?
    Kardec não concorda com essa versão.
    Abraço!
    J.......



    Caro J........,

    Kardec analisa a questão dos agêneres     no livro a Gênese e obviamente sigo o pensamento dele .  Aprendemos com o mestre lionês que Jesus não era um agênere. Ele  tinha um molde (perispirito) do corpo físico  o mais puro que conhecemos, o seu psicossoma jamais poderia ser igual ao meu, mas quanto ao corpo físico  era material numa etapa e fluídico noutra, vejamos:
    Para  Kardec o desaparecimento do corpo de Jesus após sua morte há sido objeto de inúmeros comentários. Atestam-no os quatro evangelistas, baseados nas narrativas das mulheres que foram ao sepulcro no terceiro dia depois da crucificação e lá não o encontraram. Viram alguns, nesse desaparecimento, um fato milagroso, atribuindo-o outros a uma subtração clandestina. Segundo outra opinião, Jesus não teria tido um corpo carnal, mas apenas um corpo fluídico; não teria sido, em toda a sua vida, mais do que uma aparição tangível; numa palavra: uma espécie de agênere. Seu nascimento, sua morte e todos os atos materiais de sua vida teriam sido apenas aparentes. Assim foi que, dizem, seu corpo, voltado ao estado fluídico, pode desaparecer do sepulcro e com esse mesmo corpo é que ele se teria mostrado depois de sua morte.
    É fora de dúvida que semelhante fato não se pode considerar radicalmente impossível, dentro do que hoje se sabe acerca das propriedades dos fluidos; mas, seria, pelo menos, inteiramente excepcional e em formal oposição ao caráter dos agêneres, conforme  assinala o item 36 do Cap. XIV Trata-se, pois, de saber se tal hipótese é admissível, se os fatos a confirmam ou contradizem.
    Kardec explica ainda que  a estada de Jesus na Terra apresenta dois períodos: o que  precedeu e o que se seguiu à sua morte. No primeiro, desde o momento da  concepção até o nascimento,   tudo, em seus atos, na sua linguagem e nas diversas circunstâncias da sua  vida, revela os caracteres inequívocos da corporeidade. São acidentais os  fenômenos de ordem psíquica que nele se produzem e nada têm de anômalos,  pois que se explicam pelas propriedades do perispírito e se dão, em graus  diferentes, noutros indivíduos.
    Depois de sua morte, ao contrário, tudo nele  revela o ser fluídico. É tão marcada a diferença entre os dois estados, que não  podem ser assimilados. 
    O corpo carnal tem as propriedades inerentes à matéria propriamente  dita, propriedades que diferem essencialmente das dos fluidos etéreos; naquela,  a desorganização se opera pela ruptura da coesão molecular. Ao penetrar no  corpo material, um instrumento cortante lhe  divide os tecidos; se os órgãos essenciais à vida são atacados, cessa-lhes o  funcionamento e sobrevém a morte, isto é, a do corpo. Não existindo nos corpos  fluídicos essa coesão, a vida aí já não repousa no jogo de órgãos especiais e  não se podem produzir desordens análogas àquelas. Um instrumento cortante  ou outro qualquer penetra num corpo fluídico como se penetrasse numa massa  de vapor, sem lhe ocasionar qualquer lesão. Tal a razão por que não podem  morrer os corpos dessa espécie e por que os seres fluídicos, designados pelo  nome de agêneres, não podem ser mortos.
    Após o suplício de Jesus, seu corpo se conservou inerte e sem vida; foi  sepultado como o são de ordinário os corpos e todos o puderam ver e tocar.  Após a sua ressurreição, quando quis deixar a Terra, não morreu de novo; seu  corpo se elevou, desvaneceu e desapareceu, sem deixar qualquer vestígio,  prova evidente de que aquele corpo era de natureza diversa da do que pereceu  na cruz; donde forçoso é concluir que, se foi possível que Jesus morresse, é  que carnal era o seu corpo.
    Jesus, pois, teve, como todo homem, um corpo carnal e um corpo fluídico, que é atestado pelos fenômenos materiais e pelos fenômenos psíquicos que lhe assinalaram a existência.
    Por enquanto é o que posso afirmar.

    Um abração

    Jorge Hessen