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  • 28 de jan de 2013

    RESGATE COLETIVO



    Jorge Boa Tarde!

    Aprecio muito seu trabalho dentro da doutrina Espírita e acompanho muitos artigos seus do qual o parabenizo pelas elucidações e ensinamentos...

    Sou Palestrante Espírita e amanhã dia 29/01, estarei fazendo uma Palestra coincidentemente sobre as Tragédias Coletivas....

    Seu artigo ( Resgate Coletivo em Santa Maria - RS (2013) ), me trouxe um questionamento. Serão todas as Tragédias Coletivas um tipo de resgate ou existe algo de "missão"pelo Espírito ao Reencarnar, estar nessa tragédia por algum motivo de benefício ao ambiente onde ocorre a tragédia?

    Enfim, minha dúvida é se existe um motivo que não seja resgate dentro do que a doutrina já nos esclareceu muito sobre o assunto da Lei de Ação e Reação ao longo da história da pluralidade das existências....

    Grata pela sua atenção rogando sempre ao Pai que os Obreiros do Alto nos envolvam em benefícios de Amor ao próximo e a Doutrina que fortalece, consola e encoraja...

    Abraços fraternos

    MMM


    Eis um bom esclarecimento sobre resgates coletivos 
    por Divaldo Franco. 
    Acesse o link






    Minha irmã,MMM


    Recentemente expliquei para um confrade sobre o mesmo assunto. Tenho convicção que  Tragédias Coletivas invariavelmente estão sob o pálio  da Lei de Causa e Efeito (sem restrições). Não consigo identificar ,no caso de Santa Maria e tantos outros idênticos episódios , alguma espécie de "missão". Descreio que um Espírito possa "programar" uma reencarnação com o propósito de constar no seu currículo a experiência de um  "drama de morte coletiva" , visando “favorecer” o ambiente (comunidade etc...) onde vive e ocorre o funesto. 
    Ressalvem-se, contudo, talvez, determinados eventos de "não expiação" nesses acontecimentos. Podemos imaginar algum espírito que se depara num cenário de tragédia coletiva por peculiar deliberação pessoal, almejando “libar”(!...) o lado sacrificial do exame - ou seja da prova - (não seria, nessa hipótese , um resgate). Isso é factível, portanto, o sujeito poderá acentuar o dom da renúncia e do sacrifício pessoal, entretanto constituiria em causa própria, não em função de outrem. Equivaleria a uma experiência, digamos,  singularíssima e diga-se de passagem - excepcional demais! Nem sei se essa decisão privadíssima os Benfeitores acatariam na íntegra. Afinal, qual seria o coeficiente moral de um ser que reencarnasse nessas excepcionais condições? 
    Entendo que os particulares e escassos casos de "tragédias coletivas" com repercussões missionárias,  resultando em acrescentamentos morais para o homem, foram as atrocidades coletivas praticadas pelos romanos e provadas pelos primeiros cristãos. Foram elas vítimas das arenas circenses apinhados de leões devoradores, ocorridos nas iniciais eras do cristianismo primitivo.
    Sobre a temática “tragédias coletivas” escrevi  textos que foram noticiados em minhas páginas pela  Internet. 
    Seguem alguns deles, abaixo: 

    http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br/2011/01/tragedia-coletiva-no-rio-de-janeiro.html
    http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br/2009/06/breves-reflexoes-sobre-as-catastrofes.html
    http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br/2009/07/resgates-coletivos-ante-lei-de-causa-e.html

    A vida física permanece e é preciso administrá-la sem azedumes. Não podemos ficar  lamuriando nestas circunstâncias (ultraespetacularizada pelas mídias). Sim! Uma imprensa sensacionalista que investe impiedosa e repetidamente no imaginário coletivo os lances categóricos do ocorrido, a fim de estabelecer o sobressalto emocional na população. 
    Lamentando as dores acérrimas dos familiares e amigos das vítimas alcançadas pelo funesto drama da boate de Santa Maria (impossível não permanecermos abalados e mais, sei que poderia ter um filho, uma neta etc no local durante o episódio ), porém, ainda que expedindo palavras e sentimentos de conforto para os familiares e amigos, não é justo esquecermos que DIARIAMENTE são assassinadas, estupradas, atropeladas muitas centenas de brasileiros. Parece que esse dramas dos familiares de tais vítimas não têm comovidos muitos espíritas tépidos.
    Há articulistas registrando o fato com tanta "comiseração" sensacionalista que mais prejudicam que auxiliam na interpretação do fenômeno. Mornos tentam confundir os ditames da Lei de Deus.  Tais confrades "bonzinhos de superfície" sequer lembram-se das famílias das centenas vítimas da violência urbana, no Brasil ( não vemos nada escrito sobre essas tragédias por tais complacentes autores).
    Lembro que em duas semanas só na grande São Paulo ,  no mês de novembro de 2012, foram assassinadas 160 jovens e não vi alvoroço geral dos escritores espíritas “bonzinhos”.
    Infelizmente diante dos fatos momentosos abrolham os teórico de plantão à guisa de orientadores de coisa alguma.  No episódio ocorrido no Sul, na minha condição de espírita consciente,   é impossível deixar de conjeturar  sobre a Justiça de Deus.  Quantas mortes cruéis, considerando o passado remoto ou recente, hão nos formulário históricos das vítimas das tragédias coletivas?
    Muitos deslembram que durante a II Guerra Mundial milhões (sim, MILHÕES!) de judeus foram desintegrados sob influência dos gases fatais nos palcos de extermínio nazistas. As resoluções para execução de tais planos de guerra foram protagonizados sob a anuência de muitas  vítimas das diferentes tragédias coletivas.
    Embora Deus distinga, nós não conhecemos a biografia pretérita das vítimas das aeronaves sinistradas,  dos edifícios e boates (foram mais de dez casas noturnas (boates) incendiadas em dez anos), dos maremotos e terremotos etc., estamos explorando uma tese real ante  os conceitos espíritas, até porque Deus não abdicou do comando da vida.  E , mais , aprendemos com os Benfeitores que nos Estatutos de Deus não há espaços para injustiças.....
    Confortemo-nos e oremos por todas as vítimas do Sul, Centro Oeste, Norte, Nordeste, Sudeste, etc  sem comoções  e sem  revoltas, pois!

    Jorge Hessen