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  • 29 de jan de 2013

    DIALOGO FILOSÓFICO SOBRE O SUICIDIO

    Prezado Jorge, bom dia.

    Meu nome é ......... e tenho lido algumas matérias sobre suicídio, assim como acabo de ler a sua, e estou intrigado com algumas situações. Sou espirita e tenho conhecimentos das leis sobre tal ato, mas ando me perguntando: "Será tão ruim assim?". 

    Jorge Hessen: Não queira provar desse veneno, pois o enorme desapontamento  dos suicidas é perceber que não alcançaram "morrer" após aniquilarem o corpo físico  e nesse martírio mental permanecem  transportando por largos anos a dor descomunal do remorso , um fardo pesadíssimo na consciência,  em razão da gravíssima claudicação deliberada.

    Geralmente, as pessoas que cometem suicido são pessoas anômicas, depressivas, com diversos problemas psicológicos e vivem a par da sociedade, sintomas estes presentes em todos os casos que li até o presente momento. Mas, talvez, uma pessoa que queira cometê-lo por sacrifício aos seus, buscando verdades que nunca serão ditas, que tem uma personalidade amável, busca passar isso para todos, não teria nenhuma chance contra as leis kármicas? 

    Jorge Hessen: Ignoro situação  tão delirante e  incongruente quão  alguém que  almeja  assassinar-se , afim de caçar "verdades"   fora de si. A completa verdade jaz  gravada na consciência  de si mesma, sim! a consciência é o lócus elevado  onde está inscrita a Lei de Deus.

    De fato, acho isto injusto, pois o mundo está envolto de uma energia ruim que nos deixam cegos, impróprios para cultivar o amor, algo que eu sempre prego às pessoas que estão ao meu redor.

    Jorge Hessen: O mundo tem a coloração que oferecemos a ele. 

    É surreal pensar que um serial killer, um estuprador, um sociopata, que possuem tais energias ruins evidentes em seus atos e em sua essência sejam melhores  que um suicida. Vejo ai alguns erros lógicos essenciais, como o perdão, onde tais criminosos pecam a vida inteira e, em seu ultimo ato de vida, pedem perdão e estão salvos, ao mesmo tempo que um suicida não terá a mesma chance. 

    Jorge Hessen: Afirmativa equivocada! Até porque , ante o Mandamento Divino,  cada um granjeia segundo seus merecimentos, e obviamente não seria um hipotético perdão de última hora que nos livraria dos compromissos assumidos no crime, portanto nem o suicida voluntário, nem o malfeitor teriam tratamentos diferenciados junto à justiça do Criador.

    Eu acredito na história das pessoas. Acredito que todos têm um motivo para realizar atos infames, tantos criminosos quanto suicidas, dada sua criação, seus medos e temores, sua aflição perante ao que lhe foi dado durante seus primeiros anos de vida e suas missões (complexas ou não) ao encarnar. Tanto é que, mesmo lhe retratando a situação acima descrita, mesmo sendo doloroso para todos nós reconhecermos o porque, o real motivo destes atos, eu não consigo condenar ninguém.

    Jorge Hessen:  Ninguém deve. Jesus já nos legou  a sublime lição Não julgueis, para não serdes julgados, pois, com o juízo com que julgardes sereis julgados; e com a medida com que medirdes, também vos medirão a vós.  

    Seria até injusto achar que eu posso fazer isso, sabendo que cada pessoa tem um história para nos contar. Eu consigo enxergar o suicídio além disso tudo. Posso vê-lo como um sacrifício

    Jorge Hessen:  Todos suicidas ,até mesmo os involuntários, são considerados trânsfugas das leis da vida e não há exceções.

    claro que para alguns poucos, não por querer sair dessa mer... toda que vivemos, por querer estar em lugar melhor

    Jorge Hessen:  Inexiste , no Universo, um espaço mais primoroso  para vivermos  em plenitude  a vida do que em nossa própria consciência.

    mas tão justamente por ser esta uma missão grandiosa e terrível, de certo que nós humanos só conseguimos nos conscientizar através das desgraças que nos ocorrem.

    Jorge Hessen: Jesus proferiu Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os que erram, ao arrependimento. A vida é majestosa quando as consternações são analisadas sob as luzes do amor de Jesus. Ele mesmo pronunciou: Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.


    Talvez as pessoas precisem encarar isto para se tornarem melhores. Mesmo o suicídio possui uma mensagem brilhante a ser repassada para os nossos semelhantes.

    Jorge Hessen: O suicídio sob qualquer abordagem constituirá uma atitude trágica, espelho  de uma mente torturada  e que carece realinhar-se ante os ditames sacrossantos do amor. Invariavelmente esse realinhamento advirá sob os impactos de pelejas acérrimas por meio das reencarnações mais complexas.

    Vejamos por exemplo, o amor. Eu nunca vi, além de filmes, o amor.

    Jorge Hessen: O amor não é aparente,  não é palpável, não “visível”, é unicamente sentido nos escrínios do coração. Inobstante seja “invisível” , paradoxalmente só não “Vê” quem não quer , pois viver já constitui  a manifestação máxima do amor de Deus por  suas criaturas.

    Não estamos falando de material, obviamente, mas sim do que realmente é o amor. O mundo prega o amor na falta. Quanto mais ausente, mais ele está presente, um paradoxo inevitável em qualquer relação existente no mundo.

     Jorge Hessen: Há uma desordem semântica  aqui sobre o termo amor, até porque o amor não será ou deixará de ser “isso ou aquilo” , o amor é e sempre será pleno e onipresente,  para sempre coevo , pois dimana do Eterno  Criador.

    Você sente amor por sua esposa, por exemplo, quando ela está mais ausente do que presente, por lembrar a falta que ela lhe faz ao seu lado.

     Jorge Hessen:  Amor!?? Aqui nesse trecho  certamente esse sentimento não é o que nomeamos por amor

    Você sente saudades dos seus pais após sua morte, ou quando você não mora mais com eles, pois a falta que eles lhe fazem é grande.

    Jorge Hessen: Saudade, nostalgia, tristeza não traduzem o sentimento maior do amor

    Portanto, não há amor, apenas a falta. O amor parece algo surreal,

    Jorge Hessen: O amor está na consciência humana e não fora dela e somente quem experimenta o amor sabe o que é amar , ninguém de fora saber se alguém ama ou deixar de amar. O amor está em tudo , está em todos - O AMOR É  DEUS

    que só é observado na falta. Digo observado, porque o amor é MUITO mais que isto. 

    Jorge Hessen: Sim, é muito mais!!! Repito:  O AMOR É DEUS

    Portanto, vejamos: a mensagem que poderia ser passada através do sacrifício do suicídio 

    Jorge Hessen: Sacrifício não! Demência cabal.....


     não poderia reaproximar as pessoas de um princípio maior que a falta? Não seria uma maneira de propagar o amor real aos seus semelhantes?

     Jorge Hessen: No suicídio não há manifestação de amor, poré,  (des)amor pela vida

    Não seria uma missão fidedigna de seres superiores causar uma comoção gigantesca para que as pessoas passem a lutar por princípios reais?

    Jorge Hessen: Não há registros na história, jamais  escutei de alguém  e não  li e nunca soube que um ser superior abdicasse de viver suicidando-se por uma causa nobre.


    Há missões no mundo espiritual, missões estas que só podem ser iniciadas após um ato "bestial" como este, que somente podem ser realizadas por espíritos capazes de fazê-lo.  

    Jorge Hessen: Missão no mundo espiritual resultante de ato brutal? Inexiste essa possibilidade. O suicida ao adentrar os pórticos do além , após acompanhar a exaustão  do quantum restante do fluido vital, que ocorre durante a decomposição do cadáver , terá que realizar um esforço descomunal para pacificar a consciência arrebentada nos porões das suas agruras inenarráveis e esse processo demandará longo período de dores inimagináveis.

    Enfim, digo isto, pois há pessoas caridosas, que buscam propagar o amor, a bondade, a caridade e, mesmo que seja praticamente impossível fazer com que as pessoas proclamem por isto, mesmo após provas e atitudes, dada a bestialidade do nosso mundo, pode ser possível um sacrifício para que as pessoas entendam.

    Jorge Hessen:  Para quem se dedica ao sinceramente ao próximo, para quem trabalha a fim de  aliviar as dores do semelhante, jamais pensará  no autoextermínio, isso é simplesmente  IMPOSSÍVEL.

    Por favor, não entenda isso como um orgulho maior ou algo dito de maneira prepotente. Nada disso. Apenas gostaria de uma opinião formada a respeito, pois, como uma pessoa curiosa e intrigada, procuro respostas. E quando as tenho, procuro outras mais. Então  busque as suas respostas  porque o que li até aqui são idéias incompatível com o princípio da  razoabilidade doutrinária.

    Carta de São Paulo aos Corintios, 13,1:14:

    Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjose não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciênciae ainda que tivesse toda a de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria. O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdadeTudo tolera, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. O Amor nunca falha. Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor.

    Jorge Hessen: Paulo Quando escreveu a carta famosa acima estava apelando para o despertamento dos incautos cristãos de Corinto , embriagados pela luxúria na capital da velha Acaia, na Grécia. Ali, a igreja estava embaraçada com os apelos que os vícios sensuais  da região proporcionava. Então quando Paulo  cita o Amor podemos admitir que citava implicitamente a caridade, pois na caridade acionamos  o amor e no amor saímos do  erro.

    É assim que eu me sinto perante a tudo isto. É como se eu estivesse escrito tudo isto, pois meu corpo arrepia, dos pés a cabeça, só de ler essa passagem. Somente acho que as pessoas precisam disto. 

    E antes que você me pergunte, não sou um suicida, quero apenas uma opinião. (rs)

    Jorge Hessen: Suas palavras estão  destituídas de leitura doutrinária mais consistente, por isso,   sua  explanação não tem maior conexão com os princípios legados pelos Espíritos Superiores através das obras compiladas e publicadas   por Allan Kardec.

    Desde já, agradeço a compreensão, sempre aguardando uma resposta.

    Obrigado!

    Atenciosamente,

    XXXX

    Abraços cordiais

    Jorge Hessen