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  • 12 de ago de 2009

    CÉREBRO E MENTE



    Antônia: Caro confrade

    "Analisando seu artigo sobre cérebro e mente achei-o maravilhoso. Apesar do avanço científico quando alguma célula cerebral ou seja os neurônios morrem é um quadro irreversível. A ciência propala que temos partir uma recuperação dos neurônios que ficaram ilesos. A mente seria um órgão majoritário se assim posso me expressar e estaria suprindo essa deficiência caso o ocorrido não seja tão grave. Como será constituído o cérebro desses deficientes em que há um quadro de paralisia cerebral e um parte preservada para aprendizagem? Em um filme que assisti uma jovem com aparência vegetativa conseguia se comunicar com a professora pelo olhar foi estabelecido um critério para que a docente pudesser ler por meio das piscadas as palavras. Fato real essa jovem consegue chegar na Universidade.. São observações que nos enchem de curiosidades quando se lê um artigo como o seu. De fato a mente não pertence ao cérebro. Você escreve que a lesão nos neurônios faz cessar a atividade orgânica. Mas temos conhecimentos de verdadeiros exemplos de até superação da limitação física em que acredito eu o espírito encarnado vence as suas expiações. Um lição de vida creio que conhece a história é de Hellen Keller, a cega surdo-muda conquistou a linguagem apesar de toda limitação que a existência havia lhe imposto.A destruição de uma rede nervosa faz desaparecer uma faculdade. Não conheço as entrâncias cerebrais, mas pensando na grandiosa Hellen Keller há muita função cerebral para ser estudada. Verdade que alguns sentidos foram lesados como os nervos óticos e os auditivos mas a mente os neurônios estavam intactos.As imagens mentais que vivemos ligados determina essa força de conquistas. Em suma prezado amigo gosto de seus conteúdos e só nos resta parabenizá-lo pelas oportunas insp"

    Jorge Hessen: Prezada irmã Antônia

    "Eu, da mesma forma, não sou especialista em neurofisiologia, mas a Doutrina Espírita nos esclarece que a matéria perispiritual tem a capacidade de se regenerar, mediante poder plástico, e que a fisiologia do cérebro físico espelha a do cérebro espiritual. Em assim sendo, quando estudiosos dessa área científica falam em “plasticidade sináptica ou Plasticidade neuronal”, ficamos imaginando como seria importante se a Ciência dos homens e as realidades do mundo espiritual caminhassem lado a lado. Para esclarecê-la melhor sobre o assunto, reproduzo uma entrevista do Dr. Dráuzio Varella com o Dr. Cláudio Guimarães dos Santos, médico e neurocientista da Universidade Federal de São Paulo, que trabalha na reabilitação de pacientes com disfunções cognitivas: “Plasticidade neuronal - Os neurônios são células características do sistema nervoso central que possuem a capacidade de estabelecer conexões entre si quando recebem estímulos advindos do ambiente externo ou do próprio organismo. Essas conexões são responsáveis por tudo que somos. Por nossa personalidade, modo de agir, pela forma que nosso corpo vai adquirindo no transcorrer da vida. Em linhas gerais, o processo se resume no seguinte: Uma vez estimulados, os neurônios geram impulsos de natureza elétrica e liberam íons e substâncias químicas que lançadas nas sinapses (espaços vazios entre um neurônio e outro) estabelecem ligações entre eles. A cada novo estímulo, a rede de neurônios se recompõe e reorganiza, o que possibilita uma diversidade enorme de respostas. Plasticidade neuronal é o nome dado a essa capacidade que os neurônios têm de formar novas conexões a cada momento. Por isso, crianças que sofreram acidentes, às vezes gravíssimos, com perda de massa encefálica, déficits motores, visuais, de fala e audição, vão se recuperando gradativamente e podem chegar à idade adulta sem seqüelas, iguais às crianças que nenhum dano sofreram.”
    Devemos muito, minha irmã, aos profissionais que prestam atendimento às crianças com PC. São os abnegados Assistentes Sociais, Terapeutas Ocupacionais (TO), Neuropediatras, Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas, Psicopedagogos, Psiquiatras infantis, Psicólogos, Educadores (Professores especializados em Educação Especial e Informática aplicada à Educação), Psicomotricistas, Terapeutas Corporais, Fisiatras e Ortopedistas.
    Espero ter acrescentado informações claras para o melhor entendimento dessa questão. "
    Fraternalmente,
    Jorge Hessen