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  • 30 de ago de 2009

    SOBRE O PERISPIRITO




    Terezinha: Olá amigo, embora não me conheça, é como se eu o conhecesse há muito tempo. Leio todos os seus textos e os publico nas comunidades onde participo, porém surgiu-me uma dúvida de um irmão na comunidade que não é espírita, mas já está sendo aos poucos e ele me fez a seguinte pergunta e eu não sei como responder. Você poderia me ajudar? A pergunta é: Desde já agradeço sua resposta, se puder, urgente. Fique na paz.
    Vou deixar uma dúvida minha:
    Sabendo que o perispírito é algo etéreo, mas ainda material, como podem dois espíritos e seus corpos espirituais ocuparem o mesmo espaço? E como fica a lei da física nesse caso?

    Jorge Hessen: Inicialmente, agradeço-lhe a atenção pelos artigos que publico e, em seguida, peço-lhe desculpas pela morosidade da resposta, pois, inúmeros são os emails que recebo, diariamente, e que merecem, também, a minha atenção. Não disponho, portanto, de tempo integral para os atendimentos fraternos, pois tenho responsabilidades outras, que exigem minha atenção, como: minha esposa, meus filhos, meu trabalho, meus artigos, minhas palestras, etc. Procuro coordenar todas as exigências do mundo físico com a importância que dou, também, às responsabilidades que assumi com a divulgação da Doutrina Espírita.
    Para responder sua pergunta, primeiramente, devo-lhe explicar que a palavra “incorporação”, comumente usada em sessões mediúnicas, não significa que o médium tenha que liberar totalmente seu corpo para que o Espírito comunicante o assuma. O que ocorre é que os fluidos do Espírito comunicante, uma vez combinado com os fluidos do médium, este último reage como se fosse o comunicante, sem, contudo, desligar-se, por completo do seu envoltório carnal. O médium recebe todas as impressões que o Espírito comunicante lhe transmite. Logo, a lei da física, nesse caso, não cai por terra. 

    Terezinha: O espírito, sendo o pensamento, evidentemente não ocupa lugar no espaço, mas seus corpos enquanto não são totalmente puros ocuparia.

    Jorge Hessen: Em primeiro lugar, o Espírito não é o pensamento. O pensamento é um atributo do Espírito. Outro esclarecimento importante a saber é que não é o Perispírito que pensa e sim, o Espírito (Alma). A matéria perispiritual possui inúmeras propriedades que ainda estamos longe de possuí-las enquanto encarnados. 
    Terezinha: Exemplo: Vamos supor que num quartinho (2,5m x 2,5m) more um obsediado e muitos espíritos que o dominam. Nesse quarto apertadinho poderiam entrar outros espíritos bons sem ter que "empurrar" os obsessores?
    Jorge Hessen: Certamente, poderiam entrar Espíritos bons. Eu não diria “empurrar”, mas “doutrinar”, se fosse o caso, senão, em última análise, solicitar o concurso das falanges do bem, incumbidas de afastar irmãos obsessores e conduzi-los a locais próprios, onde pudessem ser melhor orientados. 
    Terezinha: Vamos supor que ao passar pela mesma porta estreita, ao mesmo tempo, trombassem o espírito de Bezerra de Menezes e um obsessor? Que aconteceria?

    Jorge Hessen: Ora, minha irmã! É óbvio que Bezerra de Menezes, gentilmente, cederia passagem para o obsessor, para, depois, neutralizar-lhe os fluidos maléficos e, em seguida, manter com ele uma conversação de profundo amor.
    Espero ter esclarecido suas dúvidas.
    Cordialmente,

    Jorge Hessen