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  • 11 de set de 2009

    COBRANÇAS DE TAXAS /ALFANDEGA DA FÉ

    C.S.R
    To: Jorge Hessen

    Para o nobre e estimado amigo analisar...
    C.S.R

    Estimado amigo C.S.R
    Examinar essa nuvem de incompreensão que paira nas mentes daqueles que apóiam o megaevento em questão, pode parecer que eu, uma vez contra-argumentando, esteja promovendo um espetáculo de grandeza em relação a essas pessoas, senão, provocando conflitos injustificáveis, como já me foi dito por diversas vezes. Trago minha consciência tranqüila quanto a me posicionar contrário às convulsões festivas que giram em torno da memória do nosso querido Chico. Não me vejo a defender o Chico – o que eu faria de muito bom grado, se fosse o caso – mesmo porque, nesse contexto que ora examinamos, ele não precisa de defesa alguma. Vejo-me com ânimo e força para combater a “inversão” dos valores que ele psicografou em seus livros com tamanha clareza, ditados por Emmanuel. Minha luta, aparentemente inglória, encontra apoio nas palavras de Paulo – I Coríntios, 15:58 que diz: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão”.
    Eis o que me pede:

    Ivana 
    To: Sebastiao
    Oi Sebastião, penso que o Sr. Jorge Hessen tem uma visão unilateral, não se coloca no lugar daqueles que coordenam esses encontros. (A minha visão é a visão de quem não se vê vinculado às extravagâncias mundanas, mas que sustenta, principalmente em causa própria, os ensinamentos do Cristo, e, amorosamente, divulga-os com muita alegria e reconforto.) Não entende bem qual a finalidade de se festejar o centenário de Chico Xavier e nem as formas de se fazer isso. (No meu humilde entendimento, festejar não significa ostentar. Em “Chico Xavier, Um Homem Chamado Amor”, podemos entender os motivos, pelos quais ele era avesso às manifestações insufladas de extremo sensacionalismo e de interesses escusos.) Uma coisa que tenho aprendido ajudando na organização do nosso congresso em (um estado brasileiro)....é que todos gostam imensamente do evento, querem que o mesmo se repita a cada ano, mas uma coisa é bem clara, alguém tem que pagar a conta. Nada é de graça. (Sim, é evidente, mas com responsabilidade, e não de forma a garantir a possibilidade de os mais humildes serem excluídos.) Não há possibilidade de fazer um evento de grande porte como esse tipo de comemoração, para muitas pessoas, com conforto e organização, sem desembolsar uma grande soma de dinheiro. Daí a necessidade de se cobrar taxa de inscrição. (Eis o ponto crucial da questão: dão mais valor ao ouro do que à caridade. Como diz Emmanuel, “Deixa, pois, que o dinheiro de passagem por tuas mãos se faça bênção de trabalho e educação, caridade e socorro, à feição do ar que respiras sem furtá-lo aos pulmões dos outros, e perceberás que o dinheiro, na origem, é propriedade simples de Deus.”) Em (um estado brasileiro)....., conseguimos realizar nosso congresso com uma inscrição muito barata, se comparada a outros congressos que temos conhecimento que se realizam em outros estados, mas isso só acontece porque temos o apoio do governo, diminuindo em muito os custos do centro de convenções. (As Diretrizes ao Sistema Federativo Estadual do Paraná são um exemplo a ser seguido. Só não as reproduzo, aqui e agora, por ser um documento um tanto extenso, mas que pretendo  publicá-lo em http://jorgehessen.net , minha página na Internet para conhecimento de todos.) Agora te pergunto, senão fosse lá a realizarmos o congresso, onde seria? Onde teríamos um local que comportaria tantas pessoas que ali participam? (Na minha modesta opinião, a dignificação da cultura espírita não está na quantidade de pessoas que comparecem aos congressos [você deve dizer encontros , ou seminários , ou simpósios , até porque congresso são mais deliberativos e tem outro significado e objetivo], mas no exemplo de conduta espírita que se possa dar no dia-a-dia; na divulgação simples de seus conceitos e, sobretudo, na prática da caridade ensinada por Jesus aos mais necessitados do “pão de cada dia”. Como pode alguém se dizer “feliz”, convivendo com esses extremos – os desperdícios e a fome?No caso de Brasília, onde sabemos que tudo custa muito mais caro e no caso, a FEB não tem nenhum auxílio de governo ou de quem quer que seja só para locar o centro de convenções é um valor considerável. Sem falar na publicidade necessária para comemorarmos essa data tão importante para nós, espíritas e de divulgarmos a Doutrina em datas como essa para o grande público. (O grande público a que nossa irmã se refere nada mais é do que aquele formado, em maioria absoluta, pelos próprios espíritas. Certamente, os “crentes”, por forte convicção no que creem, não irão comparecer, e os católicos, possivelmente, alguns. Perdoem-me a franqueza, mas esses encontrões mais me parecem oficinas de atores para o shows da fé “raciocinada”(!?) porque dispomos de vários outros meios de divulgar a Doutrina Espírita, para o grande público, com muito mais simplicidade. E nem duvide disso!) Tenho a certeza de que se ele se dispusesse a colaborar, ao invés de criticar, ele entenderia melhor e contribuiria muito mais para as atividades do nosso movimento espírita tão sofrido, (as causas mais evidentes tento demonstrar nos vários artigos que escrevo , publicados no http://jorgehessen.net todavia,  os dirigentes preferem taxar-me como um articulista controverso. Nesse caso o problema não é meu, minha irmã e o pior é que  o movimento permanecerá sofrido infelizmente, pois há ausência de mais simplicidade cristã no movimento espirita brasileiro) por culpa de nós mesmos...

    Certa vez, perguntaram ao Chico:
    Pergunta: “Poderia nos contar um fato ou uma passagem de sua vida que lhe traz melhores recordações e que mais lhe tocou o coração?
    Resposta do Chico Xavier: Peço permissão para contar um caso que, para mim, foi um dos mais expressivos, e que mais parece uma história infantil. Eu estava em Uberaba, há uns dois anos, esperando um ônibus para ir ao cartório. Da nossa residência até lá tem uns três quilômetros. Nós, com o horário marcado, não podíamos perder o ônibus. Mas, quando o ônibus estava quase parando, uma criança, de uns cinco anos, apresentando bastante penúria, gritava por mim, de longe. Chamava por Tio Chico, mas com muita ansiedade. O ônibus parou e eu pedi então ao motorista: pode tocar o ônibus, porque aquela criança vem correndo na minha direção e estou supondo que este menino esteja em grande necessidade de alguma providência. O ônibus seguiu, e eu perdi, naturalmente, o horário. A criança chegou ao meu lado, arfando, respirando com muita dificuldade. Eu perguntei: O que aconteceu, meu filho? Ele respondeu: Tio Chico, eu queria pedir ao senhor para me dar um beijo. Esse eu acho que foi um dos acontecimentos mais importantes de minha vida.” (Uma parte da entrevista concedida ao repórter Airton Guimarães, para o jornal Estado de Minas Gerais, de Belo Horizonte, publicada em “Entender Conversando”, de Francisco Cândido Xavier/Emmanuel, setembro/1995.)
    (Esse é o Chico! Nem preciso comentar. Com essa lição de tamanha grandeza espiritual, termino meu direito de avaliação sobre o que foi escrito por nossa irmã.
    Receba meu fraternal abraço, meu irmão.
    Jorge Hessen