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  • 5 de out de 2009

    DEFESA PESSOAL E ESPIRITISMO


    Willame: Meu Caro Irmão, Jorge Hessen

    Gostaria de fazer-lhe uma pergunta e que pudesse me esclarecer: No Livro Conduta Espírita de Waldo Vieira - pelo Espírito André Luiz, Capítulo 18, Página 73 (Perante nós mesmos), diz que o Espírita deve esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam. Nós como espíritas não devemos praticar nenhuma Arte Marcial como por Ex: Karatê, Judô, Jiu jitsu, etc.???

    Jorge Hessen: Prezado Willame

    Acresce notar que, na condição de espírito desencarnado e já esclarecido, André Luiz vê o “tempo” como patrimônio divino, e reconsidera seus atos - pelo que desperdiçou na retaguarda, enquanto encarnado - enviando mensagens de alerta, através de médiuns confiáveis, a todos que estagiam no mundo físico, para que não tenham que ressarcir seus débitos em dolorosas zonas de sofrimento. Após formar uma consciência superior sobre a valiosa oportunidade da reencarnação, de modo algum poderia incentivar a violência, muito embora as Artes Marciais preguem a disciplina, o respeito e a humildade àqueles que a elas recorrem, seja por qual motivo for. Sabemos, através da mídia, que a violência, atualmente, está sem rédeas e, a ela, a juventude se entrega, desgovernadamente, chegando, muitas vezes, ao extremo da animalidade.

    O Espiritismo, apesar de pregar o livre arbítrio - chave que aciona o carro físico e o espiritual a percorrer caminhos redentores ou desedificantes, de acordo com a vontade, rumo ao futuro - essa liberdade tem que ter limite, coisa que não se vê hoje em dia.

    Portanto, meu irmão, cabe a você analisar se deve ou não praticar tais Artes Marciais. Analise o que é mais conveniente acrescentar à sua bagagem espiritual: se, menosprezando o tempo com defesas pessoais, ou se, valorizando-o com serviço ativo no bem do próximo e a si mesmo.

    Adianto-lhe, porém, que quem coopera com as Leis de Deus e mantém um comportamento digno, mediante princípios nobres, nada deve temer.

    Fraternalmente,
    Jorge Hessen