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  • 10 de dez de 2009

    SOBRE REENCARNAÇÃO


    CLAUDETE Boa tarde Sr. Jorge!




    Assistindo o programa Transição, com Divaldo Franco, ele falou sobre mortes prematuras. Contou o caso de uma cantora que perdeu o filho de uma forma trágica, e num encontro com Chico, ela recebeu uma mensagem do próprio espírito, dizendo que reencarnaria ainda como filho dela e que reconheceria um objeto que havia sido seu. De fato, ela teve outro filho, que numa idade mais avançada acabou um dia reconhecendo um relógio que havia sido dele (na 1a. fase).


    Li recentemente, um caso onde o jovem desencarnou pelo uso de drogas. Arrependeu-se demais e pediu para voltar na mesma família. A mãe não podendo mais engravidar, passou a ter um desejo enorme de adotar uma criança. Em resumo acabou adotando o próprio filho.


    Perguntas:


    - Teriam morrido antes da hora?






    JORGE HESSEN: No primeiro caso, não. “Houve o instante da morte. Quando esse momento chega, seja por um meio ou por outro, não podeis dele vos livrar.”




    No segundo caso, sim. “O Espírito, conservando seu livre arbítrio sobre o bem e sobre o mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir.”






    CLAUDETE - Como podem escolher reencarnar logo em seguida?






    JORGE HESSEN: Segundo os ensinos doutrinários o espírito pode “algumas vezes reencarna imediatamente; porém, não é regra , pois com mais freqüência, o processo reencarnatório ocorre depois de intervalos mais ou menos longos.”






    CLAUDETE - Qual o princípio que rege essa concessão?






    JORGE HESSEN: É uma conseqüência do princípio do livre arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem, porém, para alguns é também uma punição imposta por Deus.






    CLAUDETE: Outra questão: No plano astral inferior, existem, de acordo com relatos, inúmeras falanges voltadas ao mal. Eles atacam Casas Espíritas, interferem no esforço pessoal de cada um, quando na busca de aprimoramento, inclusive dos trabalhadores espíritas. Criam situações para abaterem qualquer esforço de desenvolvimento coletivo.






    JORGE HESSEN: Sim, é verdade.






    CLAUDETE: No livro Entre a sombra e a Luz (Baccelli), ele menciona sobre o ataque aos jovens, através da influência no uso de drogas.






    JORGE HESSEN: “Quem quebra a harmonia Divina pela primeira vez, penetra em experiências penosas. Somos livres para escolher entre o bem e o mal. Lamentavelmente, alguns jovens não sabem dizer “não” às drogas.


    CLAUDETE: Em resumo: - Porque é permitido que eles se organizem de forma a fragilizar a tentativa de esforço para o crescimento espiritual?






    JORGE HESSEN: “Os Espíritos da mesma categoria reúnem-se por uma espécie de afinidade e formam grupos ou famílias de Espíritos unidos pela simpatia e pelo objetivo que se propuseram: os bons pelo desejo de fazer o bem; os maus pelo desejo de fazer o mal.” Não é assim que acontece entre nós, encarnados?






    CLAUDETE: - Se já somos frágeis criaturas no aspecto moral, não seria colocar espinhos no caminho de quem reaprende a caminhar?






    JORGE HESSEN: “Os bons Espíritos vão por toda parte, mas as regiões habitadas pelos Espíritos bons estão interditadas aos Espíritos imperfeitos. Como somos Espíritos imperfeitos e vivemos em um plano, também, inferior... De provas e expiação...






    CLAUDETE: - Conviver com as provas e expiações, somados a todas as nossas más tendências, seria ainda necessário sermos atacados por outras esferas?






    JORGE HESSEN: “Temos ao nosso lado uma multidão de Espíritos que nos vêem. Os Espíritos imperfeitos são instrumentos destinados a experimentar a fé e a constância dos homens no bem. Os bons Espíritos se esforçam em nos influenciar no bem, o que faz restabelecer a balança e nos deixa o comando.”






    CLAUDETE: - Não ficamos em desvantagem aos ataques clandestinos, uma vez que conseguem não só ver, como também conhecer nossos pensamentos?






    JORGE HESSEN: Não foi em vão que Jesus nos ensinou: “Orai e vigiai” os vossos passos e pensamentos. Só fica em desvantagem quem acolhe as sugestões dos maus Espíritos.






    CLAUDETE: - Porque é permitido que eles ataquem as Casas Espíritas, através de membros menos vigilantes?






    JORGE HESSEN: Para que cheguem a esse extremo, eu diria que por conta da má Direção do Centro Espírita.






    CLAUDETE: - Como controlar o íntimo de cada um, em pouco tempo de contato nas Casas, para que não sirvam de porta a essas falanges?






    JORGE HESSEN: Como disse, a maior “porta aberta” para esse tipo de ataque é a má Direção de alguns Centros Espíritas. Um Centro Espírita equilibrado conta com a proteção incondicional dos Espíritos superiores.






    CLAUDETE: - Porque eles têm a concessão dessas vantagens?






    JORGE HESSEN: Quem não tem o coração puro, os bons Espíritos o abandonam e os maus não o temem.






    CLAUDETE: Mais uma vez, antecipo os agradecimentos pela sempre atenção dispensada. Adianto que essas questões têm origem em nosso grupo de estudos e seu conhecimento nos dá a segurança de não trabalhar com "achismos".


    Abraço fraterno / Claudete Louzada






    JORGE HESSEN: Prezada irmã, espero ter colaborado, significativamente, para o crescimento espiritual desse grupo de estudos. Agradeço-lhe a confiança em mim depositada, despedindo-me com o seguinte conselho ditado pelo Espírito Verdade a Kardec: “A prece é um poderoso socorro em tudo; mas, crede bem, não basta murmurar algumas palavras para obter o que se deseja. Deus assiste aqueles que agem e não aqueles que se limitam a pedir. É necessário, pois, que o obsidiado faça, a seu turno, aquilo que é necessário para destruir, em si mesmo, a causa que atrai os maus Espíritos.










    Fraternalmente,










    Jorge Hessen