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  • 20 de fev de 2010

    AGENTE FUNERÁRIA

    Po....: Vendo os comentários de seu blog uma pessoa identificada como Meu lar interior sugeriu comentários a respeito de cremação.
    Bem, tomei a liberdade de te enviar esse email para tentar esclarecer uma dúvida.
     Sou adepta a doutrina espírita, minha profissão é agente funerária, portanto lido diuturnamente com o desencarne das pessoas.
    Atualmente mediante a preocupação com o meio ambiente, veio de outros países atuantes a técnica de tanatopraxia que consiste
    Essa técnica tem como propósito prioritário a aplicação de produtos químicos, como desinfetantes e conservantes que objetiva destruir microorganismos produtores abundantes de doenças, evitando dessa forma, inchaço, extravasamento de líquidos e outros inconvenientes, advindo “após morte” retardando o processo biológico de decomposição, além de resgatar a identidade do “ENTE QUERIDO”. Visa principalmente o vazamento do necrchorume, com uma possível contaminação no lençol freático, já que hoje os cemitérios encontram-se mais centralizados em virtude do crescimento das cidades, e há o descaso das autoridades com os cemitérios, a maioria, municipais.
    Minha dúvida consiste em: Como explica a espiritualidade essa técnica? Como desencarnado, sente dores ao presenciar esse procedimento? Embora seja feito depois de ter pedido licença e com muito respeito, tenho essa preocupação em relação a esses sentimentos, porque posso estar adquirindo futuras dívidas com aqueles que presto atendimento.
    Ficaria grata se pudesse me ajudar esclarecendo, pois não tenho possibilidades de contato com o plano superior.

    Jorge Hessen: Prezada irmã, eis um caso clássico onde envolve Ciência e Religião. Esse método nada mais é que a evolução de técnicas utilizadas há séculos como, por exemplo, a mumificação, o embalsamento e outras, que foram sendo modernizadas conforme necessidades sanitárias e legislativas no decorrer da modernização das sociedades. Os produtos químicos, hoje, utilizados nas funerárias, adequam-se às leis e, além de servirem aos propósitos que você citou, melhoram a aparência do falecido, tendo em vista a exposição em cerimoniais nas últimas homenagens aos que regressam para o mundo espiritual. A Doutrina Espírita nos ensina que “no momento da morte, tudo, a princípio, é confuso. A alma necessita de algum tempo para se reconhecer. A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem; é calma e, em tudo, semelhante à que acompanha um despertar tranqüilo. Para os que não têm a consciência pura, ela é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à medida que ela se reconhece.”
    Como vê, minha irmã, a ansiedade e angústias, por que passam as almas impuras, nada têm a ver com o seu ofício, mas com a consciência em débito, que levam desta vida à outra, em relação às Leis de Deus. Além do mais, sua postura, diante do falecido, é muito digna e a Espiritualidade Maior jamais consentiria em você acumular débitos com aqueles a quem presta atendimento material. Fique tranqüila e que Deus a abençoe.
    Fraternalmente,
    Jorge Hessen