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  • 29 de mai de 2010

    BUSQUEMOS O REINE DE DEUS PRIMEIRAMENTE

     
     

    Gostaria de abordar um tema, se me permite, não pretendendo parecer arrogante ou desafiadora, mas com a melhor intenção de entender. Realmente são questionamentos que procuro esclarecer com quem considero saber.
    Li alguns artigos seus sobre maus espíritas, que não praticam o mal, mas tb. não fazem o bem, que são recheados de rituais, etc. - concordo com alguns pontos de vista, pois realmente é muito difícil conseguir modificar essa dependência que as pessoas tem em relação aos espíritos amigos.
    Mas partindo do princípio que isso existe, pergunto: como promover a mudança? - talvez o sr. dirá que através do estudo, bom exemplo, no que concordo plenamente. Temos alguns frequentadores, que participam do grupo de oração, das reuniões públicas e do curso que implantamos. Outrora,  trabalhavamos mais inclinados a umbanda, sem rituais, sem badulaques, sem trabalhos, etc. (de acordo com os ensinamentos da Federação Umbandista). Até quando recebi orientação sim, de um espírito amigo, que pediu mudança, e traçou essa nova proposta. (Veja, sr. Jorge, também recebemos orientações, muitas vezes difíceis de serem seguidas).Acatamos seriamente, porém muitas pessoas sairam, confesso que fiquei sem saber qual caminho seguir, qdo. no meu local de trabalho, estando realmente "sem chão", fui apagar a luz e vejo no interruptor um rosto, formado pela sujeira das mãos. Chamei outras pessoas para atestar o que via. Todos que viram concordaram, de um ângulo tinhamos Kardec, do outro ângulo tinhamos Cristo.(Não foi Caboclo, nem Preto-Velho). Tenho esse interruptor em uma caixinha de vidro.
    Parece muito místico? Improvável? Sujeito a comprovação?
    Não importa, seguimos adiante, e na nossa primeira entrega de cestas básicas, várias pessoas fotografaram.Após  percebemos várias "bolhas"nas fotos. Procurei saber sobre essas bolhas e descobri que não tem  nada de anormal, porém quando ampliei algumas mostraram pessoas. São vistas nitidamente. Até já pensei em pedir que o sr. as visse e desse seu parecer. Um fotógrafo mencionou que as bolhas são comuns, o que não é comum é o que aparece dentro de algumas. Foi um período de alguns fatos curiosos, que pareciam querer atestar a idoneidade da proposta.
    Mas isso ainda não é a questão, mas sim, que mesmo modificando, estudando, aprimorando de forma sutil, mas seguindo o caminho traçado, encontramos grandes dificuldades de conseguir apoio de pessoas que realmente pudessem acrescentar. Os estudiosos,  palestrantes não querem comparecer em locais pequenos e de origem "duvidosa", mas estão sempre nas grandes Casas, que já são consolidadas dentro do que Dr. Bezerra alerta. Aí sr. Jorge, pergunto: Não são os doentes que precisam de médico?
    O trabalho dos já adeptos da pura doutrina, não seria levá-la aos que ainda não a entenderam? Se o próprio Chico (pude ver que o respeita extremamente) falou: Nós respeitamos a religião de Umbanda, como devemos respeitar todas as religiões.Nós, no Brasil, não conseguimos pensar em termos de cor. Nós todos somos irmãos. De modo que eles organizaram uma religião sumamente respeitada também. Eles também veneram a Deus, com outros nomes. Veneram os emissários de Deus, com outros nomes. Respeitamos todos e acreditamos que em toda parte onde o nome de Deus é pronunciado, o bem pode se fazer. Agora, encontramos na doutrina espírita, individualmente e coletivamente, a faixa que nos compete no campo de nossa evolução, para estudos do nosso destino, para estudos da imortalidade.
     
    Porque não conseguimos ninguém de conhecimento, que causaria grande impressão aos duvidosos para seguirem o caminho desejado pela espiritualidade?
    O Perseverança, o Caminho da Luz, o Ana Vieira e outras conceituadas Casas, apresentam constantemente palestras, evangelho musical, pintura mediunica, etc. com a mesma grande presença dos já frequentadores.
    Tendo tentado tudo possível para trazer pessoas de maior conhecimentos aos poucos frequentadores, nada consegui. Daí fica essa sensação ruim, de que os grandes eventos (cobrados), as grandes Casas (já consolidadas), os grandes palestrantes (já reconhecidos) não conseguem enxergar esses pequenos postos de atendimento espiritual, com grande limitação de recursos e conhecimentos. Garanto sr. Jorge, que  nossa Casa, não foi formada por vaidade, mas sim a pedido de espíritos amigos, mesmo não sendo personalidades conhecidas (creio eu). O que dá forças de continuarmos, é que nos dias de reunião, chegam pessoas que não tem como chegar as grandes Casas, são idosos, idosos com limitação física, pessoas de pouco conhecimento intelectual, pessoas humildes que procuram conforto emocional, e outros casos singelos. Mas o que não conseguimos é trazer um trabalho que demonstre a eles, que são importantes para as grandes personalidades do espiritismo, pois também eles precisam iniciar rapidamente a "mudança", a reforma íntima que tanto falamos.
    "Vinde a mim os pequeninos....."
    Se os palestrantes pudessem dar vez aos pequenos "postos de saúde" , estariam garantindo a doutrina pura que tanto se luta , pois não haveriam pseudo-sábios para contestar. Nós, que supostamente  estamos no sub-mundo da espiritualidade, mas queremos atravessar essa fronteira, não encontramos apoio, mas grande preconceito, julgamento, descrédito e isolamento.
    Já imaginou se os médicos tivessem preconceito, receio de contaminação em relação aos enfermos? é mais ou menos isso.
    Sempre que necessitei, enviei-lhe perguntas, no que sempre fui muito bem atendida, logo não estou levantando polêmica, mas somente um desabafo dos que não tem voz e conhecem o preconceito.
    Sujestão: não seria importante escrever artigos que levassem os palestrantes a pensar nos pequenos centros que realmente querem elevar o conhecimento dos seus frequentadores?
    Se essas Casas existem, há um propósito, existem grandes Hospitais e pequenos postos de saúde, cada um com sua função, mas o propósito é o mesmo, saúde.
    Gostaria de contar vários fatos, mas não posso abusar de tão especial atenção, logo agradeço sempre sua atenção,
     
     
    grande abraço
     
     
    Claudete


    Estimada Claudette

    Sinto em suas palavras uma força imensa para realizar o melhor. Lembre-se que ás vezes alguns fatos não dependem diretamente de nossa participação. Contudo temos que prosseguir confiantes.Mudanças implicam em algumas  profundas modificações e porque não dizer sofrimento. Não devemos andar de mãos dadas como se fóssemos masoquistas, mas o processo pode ser difícil e prolongado. Você narra até fato que serviu de alerta para a Casa, emblemático!. Permita-me uma retrospectiva apenas para ilustrar o objetivo de nosso diálogo construtivo. Quando jovem trabalhávamos em uma instituição espirita que com demais companheiros ajudamos a fundar, com muito ideal e alegria. Lembro-me que um dos amigos era próximo ao Divaldo e quando o orador baiano esteve por Brasília nos anos 80, e nossa casa estava iniciando outro  fundador ficou indignado por que que Divaldo não esteve   na casa em que atuávamos  era localizado distante   do centro da capital do país. O passar dos anos e a experiência nos ensinou que  o centro não deixou de cumprir suas tarefas consoladoras porque não recebeu nomes renomados de nossa causa espírita. Tudo tem sua importância e significado mesmo porque nomes como do Divaldo cumpre tarefas que não temos como aquilatar a sua magnitude..Se a essência do lugar em que trabalhamos é distribuir conforto , acalentar corações sofredores,   facilitar a oportunidade para os que estão precisando de fato receberem as mensagens por que afligir-nos?.Cara Claudette prossiga buscando inspiração no Alto, confiante , estude sempre e persevere no trabalho. O Evangelho ensina Buscai o Reino dos céus PRIMEIRAMENTE e tudo vos será acrescentado.
    Abraços
    Jorge Hessen