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  • 21 de ago de 2010

    CHICO, EMMANUEL E KARDEC

    Não precisa se incomodar com esta pergunta em particular, Jorge. Na realidade teria outras a formular, caso vc se disponha a comentar ou responder (de preferência de forma simples, resumida e direta):
     1.Considerando o que se vê à volta, o livre-arbítrio não nos teria sido concedido precipitadamente?
     2.Perdão anula carma?
    3.Pode alguém pedir a Deus para ficar fora do processo criação-evolução,e ter seu espírito totalmente extinto, passando assim a não existir mais?
    Abraço
    MT


    Prezado Túlio
    O livre arbítrio  jamais seria uma precipitação divina porque reside nele a nossa opção de escolher o bem ou o mal, o nosso crescimento ou nosso estacionamento espiritual.

     A doutrina admite o livre arbítrio do homem em toda   a sua plenitude , porque o homem não está privado de sua iniciativa. O espírito encarnado que conserva, sob o invólucro corporal, as qualidades e os defeitos que teria como Espírito. As faltas que  realiza  está atrelada a sua imperfeição  própria do  Espírito, que ainda não atingiu a superioridade moral que terá um dia, mas que traz completo o seu livre arbítrio ; a vida corporal lhe é dada expurgar-se de  suas imperfeições pelos sofrimentos  que  passa . Se vier a vencer essa luta, se eleva ; se  sucumbe, permanece naquilo que era, nem pior, nem melhor :  recomeçar é sempre mais difícil, e isso pode durar assim por muito tempo. Quanto mais se depura,  mais cresce moralmente e aí que está seu mérito e a utilidade se assim posso expressar-me do uso do livre arbítrio

    Sobre a segunda indagação,  reflitamos sobre
    o que diz Kardec : "o princípio espiritual é o corolário da existência de Deus. Sem esse princípio, a própria Divindade não teria razão de ser. Teríamos que admitir a existência de um ser soberano a reinar unicamente sobre matéria bruta, por toda a eternidade. Seus atributos de justiça e bondade tornar-se-iam inúteis, pois a ninguém aproveitariam, se ele as houvesse de exercitar somente sobre a matéria.
    Também a sobrevivência desse princípio pensante é inerente à justiça e bondade divinas. Onde estariam esses atributo se, após alguns anos - poucos, se considerarmos a eternidade da vida - o ser inteligente viesse a ser extinto? Em nada aproveitaria o aprendizado, os sofrimentos nem o aperfeiçoamento de seus sentimentos e de suas tendências.Se Deus criou como  Ele pode destruir sua obra. Nenhuma de minhas ovelhas se perderá ensinou-nos Jesus. Outro questionamento sobre a mediunidade de Chico. Veja desde aos 4 anos que Chico convivia com sua mediunidade ostensiva.

    Qdo o Chico começou (mediunidade) certamente não sabia de Kardec e da doutrina por ele codificada.
     Depois, acreditando que estudou a Doutrina, não consigo entender o que possa ter mudado em seu trabalho, considerando que os mentores eram os mesmos (Emmanuel, André Luís, entre outros) e que não se sabe ao certo se estes tb estudaram Kardec.
    Chico vai tomar conhecimento da codificação por intermédio do casal Perácio ainda jovem. Caro irmão, quando mais estudamos mais abstraimos , aprendemos e crescemos. Claro que ao contato direto com seus mentores os conteúdos que poderiam estar sob   nuvens de dúvidas  foram sendo clareados ao longo dos anos, de muito estudo e dedicação aos trabalhos mediúnicos. Os mentores vão completar as obras de Kardec. Emmanuel disse ao Chico que abandonasse e esquecesse  suas orientações espirituais se o qu e estava escrevendo por inspiração dele, Emannuel , estivesse  em desacordo com Jesus e Kardec . Nesse caso, que ele (Chico ) ficasse com  Kardec e Jesus  e esquecesse  ele(Emannuel). Por essas afirmativas chegamos a clara conclusão que Emmanuel era um profundo conhecedor de Kardec. E não nos esqueçamos que Emmanuel integrou a plêiade de espíritos que participaram da codificação.
    O perdão anula o carma?. Para nós espíritas existe a lei da ação e reação. Existe o amor que cobre uma multidão de pecados. . ENTÃO, PODEMOS MUDAR NOSSO CARMA? Responde Divaldo Franco: “Sim, podemos mudar o nosso carma a cada minuto. O Bem que eu faço é Bem que me faz Bem; o mal que pratico é desequilíbrio que me faz mal; todo Bem que eu pratico, diminui o mal que eu pratiquei; todo mal que realizo, aumenta a carga dos males que eu já fiz. Então, se eu trago um carma muito pesado o Bem que eu vou fazendo, eu vou diminuindo, porque Deus não é cobrador de impostos, Deus é amor, e na sua lei o que vigora é o Bem. Portanto, uma pessoa que traz um carma áspero, na ação meritória, vai se libertando. Existem muitas pessoas doentes que passaram a dedicar-se ao Bem, e à medida que se afeiçoaram ao Bem, passaram a ter longa vida, sobrevida, libertaram-se de todas as seqüelas de muitas doenças.”Tudo depende de nossas escolhas. 
    abs Jorge Hessen