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  • LEITORES
  • 2 de dez de 2010

    EVOCAÇÃO DOS MORTOS, UMA REFLEXÃO


    Olá Jorge, boa noite.

    Concordo com o seu texto ele é bem oportuno, mas faço alguns comentários.
    Eu penso que se existe a mediunidade é para ser usada com responsabilidade, não vejo nenhum inconveniente em saber noticias de nossos entes queridos. Acho que a finalidade da mediunidade é essa também. Que o telefone toca de lá para cá, nós sabemos. Mas se um espírito trabalhador da casa onde frequentamos, por exemplo, pode trazer noticias de nossos parentes, por que não fazer? Que mal pode haver? Se o ente não tem condições de se comunicar, isso não significa que esse espírito trabalhador não possa trazer informações, certo?

    Caro L.......,
    O que estou refletindo  é sobre técnicas de evocação de recém-desencarnados que estão inventando no movimento espirita. Talvez você não fez a leitura mais atenta do meu texto. Eu não estou desconsiderando a importância da mediunidade e das eventuais "notícias do além", mas elas tem que ocorrer espontaneamente SEMPRE.
    A grande questão do texto é a necessidade da espontaneidade na mediunidade , para não cairmos no terreno baldio da mistificação. Portanto, Se você fizer uma leitura mais atenta observará que eu não reprovaria o que me expõe na sua mensagem, L.......,  ou seja uma notícia de entes queridos do além através dos bons espiritos, por que não? seria um absurdo eu reprovar isso. Há tabalhos de educação mediúnica em que eventualmente pode ser mantida uma espécie de "evocação" (o tal telefone de cá prá lá), porém creio que isso não pode tornar-se rotina para não incorrermos em graves equívocos doutrinários.
    Kardec usava , digamos: o "telefone de cá" porque sua tarefa era outra e  abordei a temática por causa das técnicas que estão inventando para contato com desencarnados a fim de "consolar" parentes que por aqui ficaram. Essa prática está virando show.
    Por muitas outras razões reafirmo-lhe que   "cautela e caldo de legumes não fazem mal a ninguém."
    Ainda hoje recebi a msg abaixo de um leitor de São Paulo:
    Jorge Hessen,
    Bom Dia!
    Seja Abençoado!
    Sejam Abençoados!
    Saúde!
    Amigo Jorge,!
    Tomei a liberdade de publicar seu artigo.
    Atual, pertinente e oportuno.
    Considere ainda, além do que foi posto, das "Casas Especializadas" em contatos com o "outro lado".
    Uma pequena história:
    Trabalhei durante anos na ..............(omiti o nome da instituição) em SP.
    Lá havia um "trabalho" de recepção de mensagens de desencarnados (sob demanda).
    Certa feita, um senhor fez uma consulta sobre o seu irmão que havia desencarnado há algum tempo.
    Passados uns dias, recebeu uma mensagem "do irmão" pela psicografia da equipe da .......
    Ato contínuo, este senhor, foi procurar o presidente da .......
    Identificou-se, mostrou a "comunicação recebida", disse que era evangélico e que era filho único.
    Pediu a opinião do presidente.
    O presidente, agradeceu, e no dia seguinte descontinuou o "trabalho de contato com os desencarnados, sob demanda".
    Jorge, muito obrigado pela importante contribuição ao Espiritismo.
    Desejo que o seu Novo Dia Concedido seja:  Feliz!
    Fraternalmente,
    Leal - aprendiz em todas a instâncias da Vida
    O tema não é tão simples com soi aparentar numa leitura de superfície e merece muitas reflexões.
    Grande abraço meu amigo e irmão.
    Saudações


    Retorno:
    Realmente eu li apenas o corpo do email, mas como esse assunto foi conversado ontem com amigos, aproveitei e dei meu ponto de vista sem fazer a leitura,ok. Tem de se tomar cuidado com certas invencionices que essa turma arruma.