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  • 16 de mai de 2011

    VENDILHÕES O TEMA CONTINUA...


    Sr Jorge Hessen,

    Bom dia

    Permita apresentar-me,  sou  José Ricardo de Moraes, 59 anos, e sem falsa modéstia classifico-me ainda como um inculto e insignificante colaborador da Doutrina Espírita,  lutando com meus vícios e tendências, contando com as benesses da misericórdia divina, que em boa hora "internou-me" em uma pequena casa espírita aqui na zona norte da capital paulista. O  Núcleo Espírita Segue a Jesus foi fundada há 72 anos e desde então promove atividades em prol da divulgação espírita, visando minorar a dor dos que sofrem moral e fisicamente na Terra 
    O que me levou a escrever-lhe? Tenho mantido contato com o Sr XWZ  através do recebimento de artigos escritos por este trabalhador do movimento espírita, mas a priori,  devido a advertência do nosso codificador,  de que tudo devemos passar pelo crivo da razão, me reservo o direito de apreciar os referidos textos à luz do meu entendimento e dentro daquilo que posso entender por bom senso.


    Ontem à noite recebi mais um texto do referido confrade onde ele cita a sua pessoa, que confesso minha ignorância não conhecer, mas como se tratava de um texto bastante contundente, fiz o que devemos fazer sempre, ou seja, procurar saber quem era Jorge Hessen para poder emitir um juízo de valor dado as colocações do companheiro XWZ. E assim o fiz, entrei no site, li seu currículo, e alguns artigos, uns 5 ou 6, e mais objetivamente o que o Sr XWZ deve ter se inspirado.....
    Faço um adendo para que esclareçamos as coisas....Apesar de ser um colaborador espírita talvez um tanto quanto enclausurado na casa que escolhi para aprender mais sobre a vida, com uma necessidade maior de observar mais o que ocorre em nosso movimento e portanto desprovido de informações, algumas ocorrências e alguma experiência pessoal na direção desta casa espírita me fizeram ter uma idéia, não sei se fruto ainda da mesquinhez de minha alma, da malícia das coisas do mundo, mas não posso em sã consciência deixar de concordar com o artigo muito bem escrito por Jorge Hessen sobre a forma como se conduzem alguns espíritas quanto a realização de congressos, encontros, simpósios..... etc...

    Sempre, caro confrade, me analisei para buscar dentro de mim as razões porque fazia ressalvas a esta conduta de companheiros de ideal.... mas encontrei no seu artigo a resposta que procurava.... e uma coisa me chamou a atenção em seu artigo.... em nenhum momento ele cita nomes, entidades, não emitindo nenhum libelo acusatório onde o  companheiro XWZ pudesse se amparar para ter escrito seu texto na forma desrespeitosa e agressiva como o fez.... não se justifica. Todos nós somos sensíveis às palavras escritas ou articuladas e confesso que não senti no seu texto a mesma agressividade ou contundência da réplica.... foi desproporcional.

    No ano de 2003 o nosso companheiro ZZZ compareceu em nossa casa  e ninguém em sã consciência pode desconsiderar ou desmerecer a obra deste homem e não vi em seu artigo alguma vírgula que fosse neste sentido.... Entretanto pude perceber nos auxiliares que acompanhavam o ZZZ a sanha da arrecadação  e confesso haver me surpreendido com estas atitudes, e temos certeza não ser a proposta do caro e dileto ZZZ.... Percebo, caro Sr Jorge, que o problema não ser o ZZZ, mas os que o assistem, como o problema nunca foi o Chico, mas aqueles que agiam em seu nome....

    Para ilustrar naquele ano de 2003 um evento em um dos hotéis mais caros de São Paulo, o Hilton, um "encontro" com ZZZ por dois ou três dias não me recordo, ao custo de R$ 700,00 por pessoa... sei disto porque a presidente da diretoria da qual eu fazia parte, pagou este valor para se encontrar com o ZZZ....(sic!) Confesso ao companheiro que já naquela ocasião estranhava este procedimento do ZZZ.... por considerá-lo bizarro e desnecessário.... E como as pessoas ainda tem necessidades de mitos quando a doutrina  nos indica exatamente o contrário.....

    Para ser mais sucinto... Devemos mesmo no inicio do século XXI com todo seu progresso tecnológico, não perder de vista o Cristo de Deus, porque existem pessoas que querem ser mais realistas que o Mestre.... e o exemplo do meigo rabi foi de simplicidade nas coisas, a mesma proposta feita por Kardec dois milênios depois quando sugere em Obras Póstumas que as casas espíritas deveriam manter a simplicidade e sobriedade para atender aos requisitos a que veio.... Será que o Mestre se assim o desejasse, não poderia dispor dos maiores recursos financeiros e de todo aparato tecnológico do Seu tempo se isto fosse realmente necessário à divulgação de sua obra? Não....Ele se serviu de 12 amigos e com todas as dificuldades nos trouxe uma obra que a cada dia se torna mais imprescindível ao homem de todos os séculos... E porque não imitá-lo?

    Não quero com este despretensioso e-mail lançar acusações ao companheiro XWZ, posso entender a luta deste companheiro na divulgação da Doutrina, mas não posso concordar com ele quando perde o rumo e comete equívocos que o tempo lhe mostrará.....

    Não sou ingênuo, compreendemos que a obra espírita necessita de recursos, mas o estritamente necessário para não deixar apagar a luz que o Cristo acendeu há 2000 anos  respaldada na simplicidade das coisas...

    No mais, perdoe tomar seu precioso tempo, mas precisamos dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus....

    um fraternal abraço

    José Ricardo de Moraes