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  • 30 de mai de 2011

    VENDILHÕES, O TEMA CONTINUA

    Simone  Almeida Prado

    Prezado amigo Jorge, se nos dispusermos a contestar as alegações do confrade que lhe escreveu”humildemente” tentando diminuir a qualidade dos seus escritos, bem como as oportuníssimas reflexões neles contidas, escreveríamos um texto bem mais longo. Mas cremos que as palavras do próprio confrade já falam por ele e comprovam que tudo o que você escreveu está correto e muito bem atualizado.
    As informações que você tem, e sobre as quais recaem suas considerações importantíssimas, foram comprovadas e confirmadas por contatos advindos das fontes devidas. Aos representantes das instituições realizadoras dos grandiosos e seletivos eventos foram solicitados esclarecimentos antes que qualquer publicação sua fosse feita. Então não houve precipitação, em hipótese alguma. Mas infelizmente os esclarecimentos solicitados não convenceram, muito pelo contrário. Confirmaram a vergonhosa atitude dos pacotes fechados, dos eventos pagos e programados com antecedência, sem nem mesmo saber o número de interessados, mas já estabelecendo preços que se tornam cada vez mais altos à medida que se aproximam as datas dos chamados congressos, seminários e afins, contradizendo totalmente o ensinamento de que a palavra evangélica não seleciona pessoas de forma alguma, muito menos pelo bolso.
    Os aviltantes Encontros Fraternos, fechando pacotes com hotéis 5 estrelas e impedindo a participação até mesmo de pessoas que moram nas mesma localidade desses eventos (já que, obviamente, não teriam que se hospedar nos hotéis) são a mais incontestável prova de que a advertência acerca dos erros cometidos em nome do espiritismo deve ser feita com urgência, pois nem todos têm o conhecimento de como funcionam esses eventos. 
    E tentar omitir dos outros a devida informação, citando que o mal não merece divulgação, numa interpretação mal intencionada desses dizeres, é atitude comodista, hipócrita e irresponsável. Jesus não se fez de cego nem usou de falsa humildade ao tratar com o devido rigor os chamados vendilhões do templo, que pervertiam a boa palavra usando de "santidade de superfície". O Mestre alertou a todos usando de firmeza e rigor, sem que tenha sido, por essa atitude, interpretado como julgador, descaridoso ou mal intencionado.
    Quanto à postura dos oradores e palestrantes, imitadores e adeptos do artificialismo, também é fato certo, só não vê quem não quer.O alerta que se faz não tem em vista rotular pessoas, julgar quem quer que seja, mas sim promover a discussão necessária sobre os rumos que tem sido dados ao espiritismo. O que está em jogo não são opiniões pessoais, mas sim a preservação dos verdadeiros princípios da Doutrina Espírita. Seria um crime de omissão fingir-se de cego diante de tantos absurdos em nome do espiritismo. Os que preferem atender suas conveniências pessoais, seus interesses inescrupulosos baseados na autopromoção, assim como na de confrades amigos (com os quais desfrutam de prestígio pessoal fomentando o profissionalismo religioso) são chamados à realidade para repensar suas atitudes antiespíritas. Já os que não compreendem a triste situação, mas têm consciência de que algo está errado, terão consciência de que essas aberrações em nome do espiritismo não devem ser confundidas com o espiritismo verdadeiro, que não joga para a plateia, não favorece interesses mundanos nem compactua com o oportunismo e a cobrança da palavra evangélica. 
    E também não aplaude viajantes deslumbrados que seguem mundo afora reverenciados como santos, autointitulando-se mensageiros que o Alto designou, e que na realidade buscam fazer carreira e obter prestígio pessoal. Tais atitudes lamentáveis o espiritismo simples e puro não só prescinde como também abomina. Abraços, Jorge, e que Deus o proteja".