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  • 24 de jun. de 2011

    UMBANDA E DOUTRINA DOS ESPIRITOS

    Caro Senhor Jorge,
    Tive a oportunidade de acessar seu site na internet e de assistir a um vídeo em que o senhor discorre sobre a Umbanda e o Espiritismo.
    Conheço a Doutrina Espírita há X anos e para mim, sendo imparcial mesmo, não há nada mais avançado em termos de orientação e esclarecimento para o ser humano.
    Tenho um familiar que tem frequentado a Umbanda e embora o respeito que toda e qualquer crença religiosa mereça, discordo veemente do que ocorre em um terreiro.
    Como vi em seu vídeo, o senhor teve participação no movimento Umbandista e, desse modo, creio que tem conhecimento sobre muito do que ocorre no mesmo.
    Um dia fui num terreiro com esse familiar e lá me deparei com pessoas verstidas de branco que fumavam sem parar antes do começo dos trabalhos, uma delas inclusive era o “dirigente” do terreiro.
    Então me veio a seguinte pergunta: será que eles não sabem que se não pararem de fumar sentirão fortemente essa necessidade quando estiverem no plano espiritual? Será que a Umbanda não os ensinou isso?
    E, caso tenham essa consciência, e estejam tentando parar de fumar, por que não evitam o uso do cigarro em público pelo menos?
    Como o senhor disse no vídeo, fiquei de joelhos diante de uma médium em transe e ela me “benzeu” com umas ervas e com fumaça; depois uma entidade denominada “VVVVV” falou comigo e mostrou saber de muitos assuntos particulares meus; como eu estou sob um processo obssessivo de longa data, o irmão com o qual tenho dívidas se manifestou no mesmo médium e em seguida o chamado Exu ZZZZ também se manisfestou por meio do mesmo médium para ajudar na “retirada” do irmão que, com suas razões, me persegue. Infelizmente ainda não efetuei a mudança íntima necessária para superar esse problema mas tenho tentado e com empenho tudo vai melhorar. Mas, voltando a manisfestação, a assistente dizia para o médium quando da presença de meu perseguidor: descruza a perna dele, joga sal... Será que eles pensam que com isso nos livramos de problemas obssessivos? Eu tenho certeza que esses problemas não se resolvem assim.
    Para mim a Umbanda alimenta a ignorância de encarnados e desencarnados.
    Dos encarnados pelo fato de , basicamente, se tornarem dependentes eternos das consultas com entidades desencarnadas que podem resolver quase tudo para os que solicitam sua ajuda em troca de algo. Um verdadeiro escambo espiritual.
    Dos desencarnados porque recebem fumo, bebida, etc.
    Eu penso do seguinte modo: se há duas formas de se aprender sobre qualquer coisa, é mais coerente e útil se escolher a mais correta; o mesmo se aplica  à espiritualização do ser humano.
    Algumas pessoas dizem que cada um está em um nível e por isso prefere a Umbanda  ao Espiritismo; eu discordo.
    Pra mim, como observador atento, tudo tem que ser ensinado da maneira correta e em linguagem acessível,  o Espiritismo não é algo assim tão inacessível.
    Enfim, o senhor poderia me apresentar mais argumentos que me auxiliassem a tentar esclarecer esse familiar que a maneira mais correta de de espiritualizar não é por meio da Umbanda, com todo respeito que ela mereça?
    Quais seriam as conseqüências negativas da Umbanda para uma pessoa no curto e longo prazos?
    Eu penso que elas existem, mas não sei de forma coerente defini-las.
    Muito obrigado.
    Cordiamente,
    XXXX


    Caro XXXX,
    Bom irmão,

    É muito   honroso  saber que cedeu  espaço de tempo da sua vida para escutar a palestra publicada no meu blog. Obrigado!  Realmente fui umbandista na década de 70;  era jovem e porque não obtive respostas para as  indagações  que fazia nos terreiros, deliberei procurar outros caminhos e cheguei aos estudos dos livros de Allan Kardec. À época , observei de imediato a incompatibilidade entre a prática umbandista e os aconselhamentos espíritas. Obviamente optei pela Doutrina Espíritas, pois ela  respondia a todas minhas perguntas e anseios espirituais, graças a Deus!
    Atualmente não sou contra,  nem a favor daquilo  que se faça nos terreiros, pois que não me dizem respeito (sou espírita há 36 anos). Que cada praticante de religião A,B,C ou credos , ou crenças etc, se responsabilize pelos próprios atos. Afianço-lhe que o vício de cigarro, bebidas, rituais, escambos espirituais são altamente prejudiciais para um efetivo projeto de espiritualização e nem duvide disso!
    XXXX  as suas idéia e tudo  que me escreveu  têm muita lógica, você está num caminho seguro, dentro da perspectiva cristã . Porém, quem sou eu para para fazer juizo de valor sobre as práticas e os praticantes de umbanda, quimbanda, candomblé, e assemelhados....!?... na minha condição de militante espírita priorizo por analisar os problemas que têm ocorrido nas instâncias espíritas  e denunciá-los sempre que posso,   para que venhamos dar bons exemplos ao mundo crsitão em nome do Espiritismo.
    Segue abaixo dois links de artigos que escrevi sobre o tema:

    Abração
    Jorge Hessen