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  • 26 de jun de 2011

    VENDILHÕES O TEMA CONTINUA - LIVROS CAROS


    OLá, Jorge!
    Discordo da sua opinião, pois não acho os livros espíritas caros. Temos que pensar que existe todo um trabalho de elaboração que é feita pela espiritualidade e pelo médium quando da criação da obra. Em seguida, ela tem que chegar ao público. E como é feito isto? Através de gráficas que têm necissidades como lucros para pagamentos de funcionários, material, manutenção e ampliação do parque gráfico; das livrarias que, como as gráficas, têm as suas necessidades semelhantes; dos centros espíritas que nem sempre se mantém com as doações de seus associados. Quem se arvora em dar de graça o que de graça recebem são os médiuns e não as organizações incumbidas da divulgação e proliferação das obras espíritas. Sobre isto me lembro de uma passagem onde o Chico recebe uma grande soma em dinheiro e repassa à FEB para ampliação do seu parque gráfico, coisa que ê-lo receber muitas críticas. Porém, se hoje somos conhecedores da doutrina, muito se deve ao altruísmo de Chico não ficando com sequer um centavo das doações, mas, por outro lado, a FEB tem as suas obrigações sociais e de divulgação das obras e, neste caso, ela não poderá contar com bônus-hora para se manter. 
    A manutenção de uma organização financeira como a FEB é através de dinheiro e não vejo nada de errado em obter-se algum lucro, pois se cobrasse apenas o valor de custo dos livros, o que aconteceria se, por exemplo tivesse problemas na impressão dos livros devido à quebra de uma máquina? Imagine quantas pessoas poderiam ficar sem acesso aos livros por causa de uma imprevidência da administração da organização. Os lucros com vistas a enriquecer-se é lamentável, mas o lucro com vistas ao sustento é louvável.

    Abraços,

    BBBB


    BBBB
    Muita paz!
    Logicamemnte os arrazoados sobre o lucro não discordamos , mas qual lucro se visa atualmente? Vender livros espíritas caros é uma violência contra o povo. Em época de Internet , Ebook, Ipad etc etc etc continua-se explorando os espíritas carentes, desempregados e a população pobre. Até quando não se terá a coragem de oferecer sem maiores obstáculos materiais e financeiros as verdades do Cristo aos corações aflitos e  sedentos de conhecimento?.  Nossa luta pelos livros e pela leitura é constante, intensa. Divulguemos a idéia da leitura. Simples, fácil e custo zero. Basta apenas um local para os livros.
    Mas as instituições "unificadoras" (com raras exceções) querem arrebatar os recursos financeiros dos bolsos dos espíritas mais carentes (se tirassem dinheiro só dos que podem menos mau). Promove-se eventos exludentes, caros, luxuosos, destinados inequivocamente para elite , shows de palestras desnecessários em todos os pontos de vista, e ainda assim continuam no canto de sereia que estão divulgando Espiritismo. Não estão!...Ouço insistentemente nos diversos centros que frequento sobre práticas consideradas desnecessárias para a boa difusão do Espiritismo. Visitei vários municipios e cidades do País onde muitos oradores (inclusive famosos) são tidos como "camelôs ambulante"... Porque saem vendendo livros e CD's e DVD's após suas palestras pelos quatro cantos do País. Essa escola (modelo) que (DIVULGADORES FAMOSOS) impuseram nesses utlimos 30 anos é a deteriorização da filosofia espírita destinada para todos aos alcance de todos. Já escrevemos (várias vezes) sobre isso.
    Entrevista concedida ao Dr. Jarbas Leone Varanda e publicada no jornal uberabense O Triângulo Espírita, de 20 de março de 1977, e publicada no Livro intitulado Encontro no Tempo, org. Hércio M.C. Arantes, Editora IDE/SP/1979, Chico Xavier advertiu "é preciso fugir da tendência à ‘elitização’ no seio do movimento espírita (...) o Espiritismo veio para o povo. É indispensável que o estudemos junto com as massas mais humildes, social e intelectualmente falando, e delas nos aproximemos (...). Se não nos precavermos, daqui a pouco estaremos em nossas Casas Espíritas, apenas, falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais (...).” Quando escrevemos o artigo “INDUSTRIALIZAÇÃO DE EVENTOS ESPÍRITAS "GRANDIOSOS", o ex-reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, e escritor espírita, José Passini, afirmou: “Seu artigo, Jorge Hessen, deveria ser eternizado em placa de bronze e distribuído às instituições espíritas. Você acertou em cheio no monstro que desgraçadamente cresce em nosso meio.” Talvez a espiritualidade, consciente dos despropósitos dos eventos pagos esteja de alguma forma nos alertando para um tempo de profundas mudanças. Que seja assim!
    É extremamente triste assistir tudo isso sem utilizar voz (escrita) e advertir (nunca em nível pessoal) mas no campo das idéias. Sobre isso , faço a minha parte sem amarfanhar minha consciência, graças a Deus!
    Basta de elitismos. Ou o Espiritismo chega à massa ou perde sentido.
    Vendilhões? Há dois mil anos o Cristo utilizou o açoite, hoje podemos utilizar as palavras.

    Jorge Hessen