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  • 19 de set de 2011

    COMO AGIR? COMO REAGIR? FLUXO E REFLUXOS

    Prezado Jorge Hessen, 
    Muita paz !
    Sempre tenho recorrido às suas orientações quando me sinto dentro de situações não muito confortável nas casas espíritas. E aqui estou eu novamente porque me encontro nessa situação. Eu trabalhei uns .... anos numa determinada casa espírita, fui presidente da mesma por duas vezes, e sempre dirigí a reunião de desobsessão na qual foi resolvido casos graves de obsessão. Sempre tive a preocupação de ministrar cursos sobre mediunidade, obsessão, e etc., para os médiuns que fazem parte da equipe de trabalhadores da casa, como também tenho me esforçado para me tornar simpático aos bons Espíritos trabalhando diuturnamente pela minha renovação moral, mas infelizmente, um dia a direção da casa resolveu me substituir por uma outra pessoa novata na casa sem me dar maiores explicações. Eu pertencia a escala de palestras (que faço não somente nesta casa mas em outras também), e não me foi dado mais a oportunidades de faze-las, devido um estudo comparativo que fiz entre as parábolas do Cristo sob à luz da Doutrina Espírita, e os ensinamentos dados por outras religiões. Também não fui mais convidado para participar das reuniões administra tivas. Ante esses acontecimentos, intrepretei que não estava mais sendo bem-vindo a esta casa, e resolví me afastar e procurar outra casa para frequentar. Procurei uma outra casa que já havia frequentado por aproximadamente vinte e pouco anos e da qual eu havia me afastado porque fui residir um pouco distante ficando muito difícil para cumprir com os meus deveres nesta casa na qual tive, na época, oportunidade de dirigir várias reuniões como seja, de passe, de "desenvolvimento mediúnico" de tratamento físico/ espiritual e etc. Fui muito bem recebido por todos aqueles que me conheciam desse tempo, e comecei a participar de uma reunião de estudos sobre mediunidade e também havia desenvolvimento mediúnico. Nesta reunião, apesar de ser de desenvolvimento mediúnico, não pode haver psicografia porque os dirigentes acham que não há mais necessidade de psicografia porque já tem muita coisa psicografada e temos é que estudar o que já foi psicografado. Pedí para participar também da reunião de desobsessão e fui aceito como doutrinador de uma vez que já me conheciam e que quando eu frequentava a mesma desempenhei também este papel. Já na reunião de desobsessão, não é permitido se relatar vidência, diga-se de passagem que não sou nem psicógrafo e nem vidente, estou relatando apenas porque estou achando muito estranho este tipo de orientação. Acredito que esta mesma orientação esteja sendo observada no desenvolvimento mediúnico porque não vejo relato de nenhum vidente nesta reunião. Vou procurar saber. Acontece que na 3ª reunião, chegou uma médium de psicofonia passando muito mal, e como não sou o dirigente da reunião, fiquei quieto esperando que alguma atitude fosse tomado pelo dirigente. Acontece que o tempo passava e nada era feito em benefício da médium que estava sofrendo muito. Então eu resolví pedir a outro médium que estava sentado na mesa, para mentalizar a nossa irmã com a finalidade de atrair o possível obsessor para mantermos um diálogo, e assim que o mesmo atendeu o meu pedido, se manifestou o espírito muito consciente do que estava fazendo e após uma conversação com o mesmo, ele foi retirado e a médium melhrou bastante ficando apenas sofrendo as consequencias de ter passado muito tempo sob a ação de fluidos pesados. Pouco tempo depois, houve a manifestação de outro espírito que estava numa crise de ódio muito grande refletido pelo tremor nos braços do médium e as mões crispadas e rosnando como se fosse um animal. O doutrinador se a proximou mas infelizmente não conseguiu iniciar nenhum conversa com o espírito, porque ficou claro que lhe faltava esperiência e argumentos, pois o mesmo passou a acusar o espírito dizendo que ele estava naquela situação devido o que ele andava fazendo..... bom.... quando o doutrinador se sentiu sem condições de empreender um diálogo com o espírito e disse que ia "despacha-lo", e como o dirigente não tomou nenhuma atitude, eu perguntei para o doutrinador se ele já ia dispensar o espírito, e diante do sim dele, eu pedí para antes eu dar uma palavrinha com o espírito. Qual não foi a minha surpresa quando o dirigente num tom de voz não muito amigável, me chamou a atenção dizendo que eu não podia fazer aquilo, que deixasse só com o doutrinador, e eu argumentei que ele já ia dispensar o espírito, e ele me respondeu no mesmo tom que deixasse só o espírito e o doutrinador, como eu havia pensado que ele não tinha compreendido a que eu estava falando, repe tí novamente: mas ele já ia dispensar o espírito aí as coisas ficaram mais clara porque ele disse que o doutrinador não havia dispensado para mim. E ficou comentando com outro participante em voz baixa que isso não podia acontecer. Ante isso eu te perguntaria se eu cometí algum erro, e o que se pretende preservar com uma atitude dessa, que ao meu ver, o prejuízo é só do espírito que não recebeu nenhum esclarecimento e do mundo espiritual maior que tem um trabalho enorme para trazer um espírito como esse a uma reunião e nada ser feito por ele em termos de atendimento dos encarnados. E no preâmbulo da prece final, o dirigente comentou que na casa havia outros trabalhos e que os trabalhadores poderiam procurá-los. O que me diz de tudo isso. 
    Um abraço fraterno, e que Jesus te ilumine cada vez mais
    MMM 


    Caro MMM,
    Bom irmão.
    Muita paz!  Analisemos a situação  de forma neutra, sem  ressentimentos, sem melindres, sem orgulho ferido , sem maiores constrangimentos. Você como instrutor de cursos de mediunidade deve saber à saciedade que muitas vezes somos testados na humildade, na resignação etc... Se os outros nos humilham ou desprezam nossas colaborações são situações que nos remetem a prática legítima do Evangelho, através do silêncio construtivo e do  labor produtivo.
    Continuemos no trabalho da renovação moral e nesse desiderato  essas situações tempestuosas passarão. A vida é fluxo e refluxo de energias boas ou menos boas, o viver da mesma forma é um fluxo e refluxo de simpatias e antipatias, de amizades saudáveis e adversários (que sempre são nossos maiores instrutores).
    As casas espíritas refletem a psicologia administrativa e doutrinárias dos seus dirigentes e não se trata de ajuizarmos no seu caso se a atual direção erra ou acerta  nas decisões mas são e sempre serão eles os responsáveis pelos resultados das decisões.   Você foi substituído  sem explicações (obvio que aqui está clara uma divergência, uma oposição aos seu modo de interpretar Espiritismo e nesse caso urge saber  como você lê as orientações doutrinárias e como a diretoria que o substituiu lê. Há um conflito aqui que somente os envolvidos podem responder), pois foi-lhe vedado até as palestras. Será que foi pelo estudo comparativo que cita ou  uma somatória de ocorrências que você não foi  melhor informado?  Enfim , houve um banimento de sua presença na atual administração o que não equivale dizer que foi banido da casa, pois humildemente você poderá (ria) continuar assistindo palestras e aplicar passes até nova administração assumir e oportunizá-lo o trabalho cristão, pois quando o trabalhador está pronto o trabalho aparece.
    Quanto aos critérios das direções de desenvolvimento mediúnico deve ser respeitado no que tange a desnecessidade de psicografias para o grupo , embora a regra não tenha validade para todos os grupos espíritas. Cada caso é um caso. Serve para os quadros visuais,  se um grupo é robusto,  sério, bem dirigido, médiuns experientes  tanto a psicografia  quanto a vidência são perfeitamente importantes para o desenrolar de um trabalho mediúnico, desde que (repito) seja um grupo  experiente e moralizado, pois se for um grupo de iniciantes não recomendaria também  nem escrita nem visualização para não criar vícios anímicos. Em mediunidade tudo deve ser espontâneo.
    Sobre o caso  de se  pedir outro médium para atrair espíritos creio ser uma situação  muito embaraçosa, pois podemos sobrecarregar um médium com essa atitude e não concordo com ela exceto que haja casos extremos  e muito  de muita emergência sem o qual não sou favorável a essas atrações de espíritos doentes para um médium. Pois aprendemos com a Doutrina que o nosso maior potencial  sobre os espíritos é a nossa moral elevada e nossas orações.
    O dirigente do trabalho mediúnico é o responsável pela condução do mesmo e ele é a “autoridade” responsável pelos efeitos da sessão , portanto , deve ser acatada as suas diretrizes se certa ou errada ele é o responsável e quanto ao doutrinador não poderia ser subestimada  a sua tarefa e se ele deu por encerrada a comunicação não caberia nenhuma outra intervenção de nenhum médium  e se algum médium sentisse que ficou faltando algo para o tratamento que  o médium ore para manter a sintonia do grupo em escala elevada de magnetização do ambiente.
    Estou dizendo-lhe que na minha DESVALIDÍSSIMA opinião  você cometeu alguns equívocos que são compreensíveis em alguém que está lutando para acertar, mas lembremos que  Jesus  não abdicou do comando das questões espirituais na Terra e e Ele devemos entregar nossas amarguras íntimas para que Ele nos posicione entre grupos de pessoas que possam produzir humildemente em nome do amor, sem personalismos, sem mágoas, sem melindres.
    Jorge Hessen